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Al Hilal v Al Ahli SFC - Saudi Pro LeagueGetty Images Sport

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O mais duradouro e o mais influente: como Jaissle devolveu a glória ao Al-Ahli em 3 anos?

Três anos históricos viveu a torcida do Al-Ahli saudita ao lado de seu treinador alemão Matthias Jaissle, período em que provou sentimentos de alegria que jamais havia conhecido ao longo de sua história, mas que agora prova os sentimentos de dor da despedida.

Relatos da imprensa confirmaram que Jaissle apresentou seu pedido de demissão do comando do Al-Ahli nesta quinta-feira, para assumir o Newcastle United na próxima temporada, como sucessor de seu antigo treinador Eddie Howe.

  • Números marcantes

    Yaisle assumiu o comando técnico do Al-Ahli no verão de 2023, substituindo o sul-africano Pitso Mosimane, após o retorno da equipe à Liga Roshan Saudita, na sequência do acesso conquistado na Liga Yelo da Primeira Divisão.

    Durante esse período, Yaisle comandou o Al-Ahli em 138 partidas oficiais, vencendo 92 delas, um aproveitamento de 66,6%, índice extremamente elevado, contra 21 empates e 25 derrotas.

    Ao longo dessas 138 partidas, os jogadores do Al-Ahli marcaram 307 gols, uma média de 2,2 gols por jogo, também um número muito alto, enquanto as redes da equipe foram balançadas 149 vezes, uma média pouco superior a um gol por partida.

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  • Do Yellow ao topo da Ásia

    Mas não se trata apenas de números, pois esses números foram apenas um meio do qual o treinador alemão se valeu para colocar o Al Ahli não só no topo do futebol saudita, mas também no topo do continente asiático.

    É verdade que o Al Ahli não venceu a liga com Jaïssle, mas evoluiu de conquistar o terceiro lugar sem concorrência real em sua primeira temporada, para obter a mesma posição após uma disputa acirrada com o Al Hilal e o Al Nassr na temporada passada.

    O Al Ahli também não venceu a Copa do Guardião das Duas Mesquitas Sagradas, mas superou o revés da eliminação nas oitavas de final na primeira temporada, que teria custado o cargo ao próprio Jaïssle, até chegar à semifinal da edição passada, da qual só se despediu nos pênaltis diante do Al Hilal.

    Em contrapartida, Jaïssle conduziu o Al Ahli de volta aos pódios de títulos nacionais, através da Supercopa da Arábia Saudita de 2025, que voltou após 9 anos de ausência, depois de derrotar o Al Qadsiah na semifinal e, em seguida, o Al Nassr na partida final.

    Já a maior conquista de Jaïssle foi conduzir o Al Ahli ao título da Liga dos Campeões da Ásia de Elite pela primeira vez em sua história, em 2025, após uma trajetória difícil, na qual eliminou o rival tradicional Al Hilal na semifinal.

    E o treinador alemão não se contentou com essa conquista, tendo conduzido o clube ao título novamente na temporada passada, colhendo com ele por duas vezes o título que nunca havia conquistado ao longo de sua longa história.

  • A identidade do Al Ahly: mais do que meros números

    O que Jaissle construiu não veio por mero acaso, mas sim através de um trabalho incansável com o qual conseguiu criar uma identidade própria e clara para o Al-Ahly, que qualquer um que assista aos jogos da equipe consegue reconhecer.

    O treinador alemão criou uma equipe assustadora no processo de pressão reversa, a ponto de se tornar uma referência que todos citam sobre como fazê-lo.

    O mais bonito nisso tudo é que, com os adversários percebendo esse método e explorando suas brechas, Jaissle começou a promover alguns ajustes para torná-lo mais adequado às condições da equipe, especialmente na temporada passada.

    Construir uma identidade não é algo fácil, mas Jaissle tinha as chaves para o seu sucesso, e a primeira delas foi trabalhar na estabilidade da equipe, por meio de um elenco definido, que sofre pequenas mudanças no início de cada temporada.

    Ao longo de suas três temporadas com o Al-Ahly, Jaissle manteve cinco elementos estrangeiros acima da idade permitida, sendo eles Edouard Mendy, Roger Ibañez, Merih Demiral, Franck Kessié e Riyad Mahrez.

    Aliás, Jaissle entrou em sua segunda temporada com o Al-Ahly com sete elementos estrangeiros da temporada anterior, após a saída do ponta francês Allan Saint-Maximin e a contratação do atacante inglês Ivan Toney, antes da chegada do ponta brasileiro Galeno no meio da temporada.

    A terceira temporada de Jaissle também foi iniciada pelo Al-Ahly com sete elementos estrangeiros da temporada anterior, após a saída do meio-campista espanhol Gabri Veiga e a contratação do francês Enzo Millot em seu lugar.

    Essa estabilidade que Jaissle criou no Al-Ahly ajudou a formar uma identidade clara para a equipe, o que se refletiu nas atuações que apresentou, nos resultados que alcançou e nos títulos que adicionou à sua coleção de conquistas.

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  • O mais longevo da história do Al Ahly

    Não há dúvida de que essas conquistas levaram a diretoria do Al-Ahli a apoiar e respaldar Jaissle, depois de ter estado perto de demiti-lo na metade da temporada 2024-2025, o que fez dele o técnico de maior longevidade na história do "Al-Ahli".

    De acordo com o jornal saudita "Al-Riyadhiah", Jaissle é o treinador que mais tempo permaneceu no comando do Al-Ahli em uma única passagem ao longo da história, com um total de 1.098 dias, entre 2023 e 2026.

    O técnico alemão superou o suíço Christian Gross, que treinou o Al-Ahli entre 2014 e 2016, por um período de 730 dias, e conquistou também com o clube 3 títulos: o Campeonato Saudita, a Copa do Rei e a Copa do Príncipe Herdeiro.

    Já a terceira colocação ficou com o tcheco Karel Jarolím, que treinou o Al-Ahli entre os anos de 2011 e 2013, ao longo de 574 dias, período em que conquistou apenas um único título: a Copa do Guardião das Duas Mesquitas Sagradas.