O que Jaissle construiu não veio por mero acaso, mas sim através de um trabalho incansável com o qual conseguiu criar uma identidade própria e clara para o Al-Ahly, que qualquer um que assista aos jogos da equipe consegue reconhecer.
O treinador alemão criou uma equipe assustadora no processo de pressão reversa, a ponto de se tornar uma referência que todos citam sobre como fazê-lo.
O mais bonito nisso tudo é que, com os adversários percebendo esse método e explorando suas brechas, Jaissle começou a promover alguns ajustes para torná-lo mais adequado às condições da equipe, especialmente na temporada passada.
Construir uma identidade não é algo fácil, mas Jaissle tinha as chaves para o seu sucesso, e a primeira delas foi trabalhar na estabilidade da equipe, por meio de um elenco definido, que sofre pequenas mudanças no início de cada temporada.
Ao longo de suas três temporadas com o Al-Ahly, Jaissle manteve cinco elementos estrangeiros acima da idade permitida, sendo eles Edouard Mendy, Roger Ibañez, Merih Demiral, Franck Kessié e Riyad Mahrez.
Aliás, Jaissle entrou em sua segunda temporada com o Al-Ahly com sete elementos estrangeiros da temporada anterior, após a saída do ponta francês Allan Saint-Maximin e a contratação do atacante inglês Ivan Toney, antes da chegada do ponta brasileiro Galeno no meio da temporada.
A terceira temporada de Jaissle também foi iniciada pelo Al-Ahly com sete elementos estrangeiros da temporada anterior, após a saída do meio-campista espanhol Gabri Veiga e a contratação do francês Enzo Millot em seu lugar.
Essa estabilidade que Jaissle criou no Al-Ahly ajudou a formar uma identidade clara para a equipe, o que se refletiu nas atuações que apresentou, nos resultados que alcançou e nos títulos que adicionou à sua coleção de conquistas.