Neymar e Barcelona e as separações mais sentidas do futebol

Veja alguns "divórcios" entre times e grandes jogadores que ficaram marcados na história

Nem só de chegadas vive o mundo da bola redonda. À medida em que novos jogadores sempre estão chegando em clubes, ídolos, seja por queda de desempenho, por uma proposta melhor ou por outras razões, acabam rompendo com equipes onde já marcaram época.

É o mesmo caso do que acontece na vida real: as vezes, casais queridos pelo povo acabam se separando, por alguma razão ou outra. O término do casamento de Whindersson Nunes e Luísa Sonza, que deixou muita gente nas redes sociais descrente no amor, é um exemplo disso.

Essas separações podem acontecer de bom grado ou podem causar danos no relacionamento entre as duas partes. Seja qual for, sempre é sofrido se despedir de alguém querido.

Confira alguns casos de términos no futebol nos últimos anos!

  1. Neymar | Santos
    Ricardo Saibun/Santos FC

    Neymar | Santos

    Para começar, umas das separações mais famosas da história do futebol brasileiro: Neymar, depois de anos de sucesso no Santos, deixou o clube da Vila para ir defender o Barcelona.

    Dois anos depois do jogador ter deixado o clube, o Santos entrou com um processo contra Neymar, alegando que o atleta teria cometido irregularidades na transferência.

    De acordo com a acusação do clube, o jogador teria embolsado cerca de 58 milhões de euros na negociação, enquanto que o Peixe teria ficado com apenas 17. Agora, as duas partes dão sinais de reconciliação.

  2. Neymar | Barcelona
    David Ramos/Getty Images

    Neymar | Barcelona

    Quando falamos de transferências polêmicas envolvendo Neymar, não ficamos só no Brasil: depois de quatro anos defendendo o Barcelona, o brasileiro pediu para sair do clube e foi defender o PSG, na maior transferência da história.

    Desde então, o craque já processou o Barcelona por três ocasiões. Na última, em dezembro de 2019, o jogador alegou que o clube ainda estaria lhe devendo cerca de três milhões de euros.

    Mesmo assim, o clube catalão ainda sonha com o retorno de Neymar.

  3. Rogério Ceni | São Paulo
    MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/Getty Images

    Rogério Ceni | São Paulo

    Em 2017, o impossível aconteceu: depois de mais de 20 anos sendo ídolo do São Paulo, Rogério Ceni, então treinador do clube, foi demitido por Leco, presidente do Tricolor.

    Irritado com a decisão, - e com o mandatário, que havia o prometido não vender muitos jogadores - o ex-goleiro prometeu que não pisaria mais no Morumbi enquanto Leco presidisse o clube paulista.

    A relação da torcida com o ídolo não foi prejudicada pela decisão, mas qualquer torcedor que afirme que não é um baque ver Rogério Ceni em outro clube que não o São Paulo estará mentindo.

  4. Arrascaeta | Cruzeiro
    Douglas Magno/Getty Images

    Arrascaeta | Cruzeiro

    Por um bom tempo, Giorgian de Arrascaeta foi, talvez, o principal jogador do Cruzeiro. Destaque nos títulos da Copa do Brasil de 2017 e 2018, o uruguaio foi vendido para o Flamengo por R$ 63 milhões, cifras recordes, até então, em transferências entre dois clubes brasileiros.

    Antes da transferência, no entanto, o meia recusou-se a se apresentar no CT Toca da Raposa, na pré-temporada, e gerou indignação na torcida do clube.

    Depois da venda, Itair Machado, então vice-presidente de futebol do Cruzeiro, declarou que Rodriguinho, seu substituto, seria mais jogador que Arrascaeta.

  5. Griezmann | Atlético de Madrid
    Denis Doyle/Getty Images

    Griezmann | Atlético de Madrid

    Peça principal de ataque do time do Atlético que chegou até as finais da Liga dos Campeões em 2015-16 e ídolo da torcida, Antoine Griezmann era o símbolo da representatividade de que o clube madrilenho poderia se impor aos rivais mais ricos, tanto na cidade quanto em Barcelona.

    Tudo mudou quando o francês pediu para ser negociado para o Barcelona, depois de dar juras e juras de amor ao clube. A contratação foi polêmica e a diretoria dos Colchoneros chegou até a entrar com recurso na La Liga, alegando ter sido prejudicado na negociação.

    Parte da torcida do Atlético, inclusive, chegou a hostilizar Griezmann quando o atacante reencontrou seu ex-time, no final de 2019.

  6. Aránguiz | Internacional
    Getty

    Aránguiz | Internacional

    Charles Aránguiz chegou ao Internacional cheio de expectativas: era titular da seleção chilena e já vinha de excelentes anos na Universidad de Chile.

    Logo que chegou ao Colorado alcançou um nível altíssimo, se tornando querido pela torcida. No entanto, depois de pouco mais de um ano no Rio Grande do Sul, parou de corresponder em campo, e parte dos torcedores do Inter acusou que o meia estaria forçando sua saída.

    Assim, foi vendido ao Bayer Leverkusen em um momento onde parte da torcida já o chamava de "mercenário". O fato de que o chileno recusou retornar ao Internacional em 2020 também não ajudou no relacionamento da torcida com Aránguiz.r

  7. Willian Arão | Botafogo
    Vitor Silva/SSPress/Botafogo

    Willian Arão | Botafogo

    Com a camisa do Botafogo, Willian Arão não chegou a se tornar ídolo, mas teve grandes momentos: o meio-campista foi o principal jogador do clube em 2015 e seria uma peça importante para o ano seguinte, com o clube carioca de volta na Série A.

    No entanto, o meia não quis renovar o contrato com o clube e foi à justiça para conseguir seu desligamento. Para piorar, ainda assinou com o Flamengo, maior rival do Alvinegro.

    Anos depois, em 2019, o Tribunal Superior do Trabalho deu ganho de causa ao Botafogo e condenou Arão a pagar R$ 4 milhões ao clube.

  8. Luís Figo | Barcelona
    Getty Images

    Luís Figo | Barcelona

    Este é um caso mais antigo, mas que ainda repercute gravemente na relação entre os dois grandes rivais: depois de cinco anos no Barcelona, o português pediu para ser negociado com o Real Madrid.

    Chamado de "mercenário" pela torcida blaugrana, Figo pediu para ser valorizado pela diretoria do Barcelona, mas não recebeu uma proposta superior a do rival. Assim, não teve dúvidas e trocou de time.

    Sempre que reencontrou o Barça, foi vaiado e objetos lhe foram atirados. Até hoje, sua transferência é motivo de polêmica.

  9. Dedé | Vasco
    Buda Mendes/Getty Images

    Dedé | Vasco

    Apontado como um dos grandes zagueiros dos últimos tempos no Vasco, Dedé se tornou tão ídolo do clube, que foi escolhido como 63º maior brasileiro de todos os tempos pela torcida, numa votação do SBT.

    Ao se transferir para o Cruzeiro, resolveu cortar laços com a torcida: declarou em mais uma ocasião que não sente saudade do clube e foi acusado de ingratidão.

    Quando o clube mineiro estava prestes a ser rebaixado, por exemplo, a torcida do Vasco chegou a comemorar a queda, apenas por que Dedé estava no elenco da Raposa. 

  10. Cuéllar | Flamengo
    Getty Images

    Cuéllar | Flamengo

    Destaque do meio de campo do Flamengo por várias temporadas, Gustavo Cuéllar já podia se dizer ídolo da torcida: o volante era o grande símbolo da torcida, querido por sua raça.

    No entanto, após forçar a sua saída, perdeu todo o status que tinha junto à torcida. Eventualmente, o meio-campista foi vendido ao Al-Hilal no meio de 2019, e não esteve presente no elenco do clube que conquistou a Libertadores e o Brasileirão no ano.

    Até hoje, a torcida não perdoou a traição do colombiano.

  11. Mario Gotze (e outros) | Borussia Dortmund
    Bongarts

    Mario Gotze (e outros) | Borussia Dortmund

    Às vésperas da final da Liga dos Campeões da Uefa de 2012-13, entre Bayern de Munique e Borussia Dortmund, Mario Gotze, destaque dos aurinegros, anunciou que seria desfalque no duelo. Detalhe: já estava contratado pelos bávaros.

    Por muito tempo, o antes ídolo foi chamado de "judas" pela torcida, após ter abandonado o clube alemão para se transferir a um de seus maiores rivais. Mesma coisa que aconteceu com Robert Lewandowski e Mats Hummels, alguns anos depois.

    Mesmo que tanto o zagueiro quando Gotze acabaram retornando ao Borussia, a traição do atacante ainda é muito criticada em Dortmund: Marco Reus, companheiro de time do trio, se tornou ainda mais ídolo por recusar as investidas do Bayern.

  12. Ronaldinho Gaúcho | Grêmio
    Getty

    Ronaldinho Gaúcho | Grêmio

    Nada dá mais orgulho para a torcida que ver um garoto da base brilhar na Europa: assim, quando Ronaldinho Gaúcho estava prestes a voltar ao Brasil, a torcida do Grêmio esperava anciosamente o retorno do craque.

    Mesmo assim, a relação já tinha sido abalada no passado: o meia, ainda jovem, negociou diretamente com o PSG para deixar o Grêmio e começou a ser chamado de "traidor".

    O clube, que levou até caixa de som para anunciar a volta do jogador em 2011, sofreu um baque quando o viu acertar com o Flamengo e deixou a relação ainda mais estremecida.

  13. Fernando Prass | Palmeiras
    NELSON ALMEIDA/AFP/Getty

    Fernando Prass | Palmeiras

    Fernando Prass queria ter ficado no Palmeiras. Ídolo do clube e goleiro titular tanto na época de vacas magras quanto nestes últimos anos de sucesso, o veterano foi "chutado" pela diretorial atual do Alviverde.

    Mesmo que o arqueiro já não estivesse na flor da idade, a torcida ficou indignada após a diretoria o mandar embora como se "fosse qualquer um".

  14. Emmanuel Adebayor | Arsenal
    Adebayor - Arsenal

    Emmanuel Adebayor | Arsenal

    Parece loucura imaginar que, em certo período, Emmanuel Adebayor foi ídolo da torcida do Arsenal. O togolês, depois de chegar aos Gunners em 2006 e se tornar um dos principais do time comandado por Wenger, acabou saindo do clube de uma maneira no mínimo polêmica.

    O atacante foi vendido ao Manchester City, que apareceu com uma proposta maior, e foi chamado de "mercenário".

    Adebayor até afirmou que não guardava ressentimentos da equipe londrina, mas no seu primeiro reencontro com o Arsenal, depois de marcar, atravessou o campo inteiro para ir provocar a torcida de seu ex-clube, além de ter pisado em Robin van Persie, seu ex-companheiro nos Gunners.

  15. Paulo Henrique Ganso | Santos
    Santos FC

    Paulo Henrique Ganso | Santos

    Outro menino da Vila que saiu brigado do Santos, Paulo Henrique Ganso despontou para o futebol como uma das maiores promessas do século XXI, mas logo caiu em desgraça com a torcida.

    Antes ídolo, o meia foi apontado como mercenário, por estar cavando sua saída para o rival São Paulo, e moedas chegaram a ser atiradas em sua direção em um jogo do Peixe.

    Até hoje, parte da torcida do Santos ainda critica Ganso pela postura.

  16. Gustavo Scarpa (e outros) | Fluminense
    Lucas Merçon/Fluminense FC/Divulgação

    Gustavo Scarpa (e outros) | Fluminense

    Com o Fluminense vivendo crise financeira grave nos últimos anos, a base do clube vem sendo uma das salvações. O problema é que não é raro que os garotos de Xerém saiam brigados do Maracanã.

    Gustavo Scarpa, depois de quatro anos nos profissionais do clube, entrou na justiça para ser liberado de seu contrato: o meia decidiu ir defender o Palmeiras e manchou sua relação com o Tricolor.

    Dois anos depois, Pedro, que tinha acabado de sair do Fluminense, escolheu retornar ao Brasil para jogar no Flamengo, grande rival e até provocou o ex-clube. Thiago Neves e Gerson passaram pelo mesmo processo, anos antes.

  17. Sterling e Coutinho | Liverpool
    Getty Images

    Sterling e Coutinho | Liverpool

    Em anos de seca, Raheem Sterling e Philippe Coutinho foram dois nomes que o Liverpool conseguiu pinçar e revelar para o mundo do futebol.

    No entanto, sem que ambos conseguissem conquistar títulos com a camisa dos Reds, ambos forçaram a saída e hoje não são bem-vindos em Anfield: o brasileiro chegou a fingir contusões para ser vendido ao Barcelona e o inglês se recusou a renovar o contrato antes de assinar com o Manchester City.

    Os dois tiveram sortes diferentes: enquanto Sterling é uma das principais peças do Manchester City, Coutinho não teve o mesmo sucesso no Barcelona.

  18. Diego Tardelli | Atlético-MG
    Bruno Cantini/Atlético-MG/Divulgação

    Diego Tardelli | Atlético-MG

    Craque do Atlético-MG e campeão da Libertadores, Diego Tardelli, sempre polêmico, saiu do Galo duas vezes: o atacante provou ser desfalque em ambas as ocasiões.

    O jogador, que chegou a ser acusado de mercenário posteriormente, por não retornar ao clube, voltou este ano para, talvez, encerrar sua carreira no Galo.

  19. Paolo Guerrero | Corinthians
    © Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

    Paolo Guerrero | Corinthians

    "No Brasil, só jogo pelo Corinthians." declarou Paolo Guerrero várias vezes. Depois de marcar o gol do título mundial do Timão, o peruano já parecia ser um ídolo histórico do clube sem nem terminar sua passagem no Parque São Jorge.

    No entanto, o centroavante "pagou pela língua". Depois de jurar não defender outro clube brasileiro que não o Corinthians, o atacante foi liberado pela diretoria e acertou com o Flamengo.

    A torcida nunca perdoou Guerrero. Ainda que seja elogiado por suas atuações e gols importantes, sua saída foi sentida.