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Palmeiras v Athletico Paranaense - CONMEBOL Recopa Sudamericana 2022Getty Images Sport

Leila Pereira sobe o tom após derrota do Palmeiras: "Eliminação seria inconcebível"

A derrota do Palmeiras para o Cerro Porteño, pela Libertadores, aumentou a pressão sobre o técnico Abel Ferreira e gerou reações intensas da torcida alviverde. Em meio ao momento turbulento, a presidente Leila Pereira subiu o tom ao comentar a fase da equipe e deixou claro que considera inadmissível uma eliminação precoce no torneio continental.

Durante evento realizado no museu do clube para homenagear o zagueiro Gustavo Gómez, na última quinta-feira (21), a mandatária rebateu críticas de torcedores, minimizou manifestações organizadas e reforçou que conduz o Palmeiras com base em análises internas, e não na pressão externa.

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    Leila rebate pressão da torcida e defende postura racional

    Leila Pereira voltou a demonstrar irritação com as críticas direcionadas à diretoria e ao trabalho de Abel Ferreira. A presidente afirmou que não toma decisões influenciada por cobranças de torcidas organizadas e reforçou que seu foco está no cotidiano do clube.

    "Eu já falei, diversas vezes, que não administro o Palmeiras segundo opinião de uma parte da torcida. Com relação à manifestação, eu não vejo nenhuma, não tomo conhecimento do que organizada fala sobre mim ou minha gestão. Administro ouvindo nossos profissionais, vivenciando a rotina, é nisso que me pauto. Sei que a grande maioria dos torcedores ficam chateados, entendo a preocupação, também fico. Mas tenho que agir com a razão".

    A dirigente ainda afirmou que as cobranças são feitas internamente e alfinetou torcedores que, segundo ela, aparecem apenas em momentos de crise.

    "Faço as cobranças dentro da academia e as críticas que eu acho que não são construtivas eu deleto imediatamente. O torcedor é passional e eu não posso ser. Nosso trabalho continua e eu não vi essa parte da torcida quando fomos campeões paulistas, não vi dando parabéns ao nosso trabalho. Engraçado que só aparece nos momentos difíceis".

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    Presidente reforça apoio a Abel Ferreira

    Mesmo diante da pressão crescente, Leila demonstrou apoio ao treinador português. A principal torcida organizada do clube divulgou nota pedindo a saída de Abel Ferreira, mas a presidente deixou claro que o desejo da diretoria é manter o ambiente estável.

    "Óbvio que não só a presidente, todo nosso estafe, o nosso trabalho é fazer o nosso torcedor feliz, nosso maior patrimônio. Falei que quero ver Abel feliz como quero ver meus atletas felizes, a presidente feliz. Estou muito feliz. Às vezes fico preocupada, mas feliz eu estou".

    Leila também relativizou a cobrança em torno dos resultados recentes e criticou a mudança de discurso da torcida em relação ao desempenho da equipe.

    "Lembrando que não ganharemos sempre. Quando se ganha o Paulista é inexpressivo, mas se não ganha é um caos. Quero ver Abel feliz, mas também quero ver os torcedores felizes e trabalhamos pra isso".

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    O alerta após derrota na Libertadores

    Apesar do respaldo ao treinador, a presidente admitiu forte incômodo com a atuação palmeirense diante do Cerro Porteño. O Palmeiras caiu para a segunda colocação do Grupo F e passou a conviver com cenário de pressão na competição continental.

    Leila revelou que jogadores, comissão técnica e departamento de futebol vêm sendo cobrados internamente, mas fez questão de deixar um recado firme sobre a necessidade de classificação.

    "Acho inconcebível não passar para a próxima fase da Libertadores".

    A declaração evidencia a preocupação da diretoria com o desempenho recente da equipe, que também acumula três empates consecutivos no Campeonato Brasileiro e viu sua vantagem na liderança diminuir.

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  • Cerro Porteño v Palmeiras - Copa CONMEBOL Libertadores 2026Getty Images Sport

    Gustavo Gómez pede tranquilidade e cita "futebol passional"

    Homenageado no evento, Gustavo Gómez também comentou o momento delicado vivido pelo Palmeiras. O capitão alviverde evitou polemizar sobre os pedidos de saída de Abel Ferreira e destacou que prefere se afastar das redes sociais após derrotas.

    "Um treinador meu me ensinou que quando perde não tem que olhar redes sociais, então não vi nada. Mas o que mais gosto do meu país e do Brasil é a liberdade de expressão. O Paraguai viveu muito tempo a ditadura. Aqui qualquer um tem a liberdade de falar e qualquer um que tenha microfone e redes sociais tem liberdade de falar, não tem que censurar ninguém".

    O zagueiro reconheceu o ambiente emocional do futebol, mas garantiu confiança no trabalho realizado internamente.

    "Sabemos internamente que o futebol é passional, pouco racional, é uma realidade, mas nós sabemos tudo que trabalhamos dia a dia, sabemos o que temos que melhorar, o que manter. O torcedor tem que ficar tranquilo e ter a certeza que lá dentro do clube trabalhamos dia a dia".

  • Palmeiras v Botafogo - Brasileirao 2026Getty Images Sport

    Palmeiras chega pressionado para duelo contra o Flamengo

    A sequência de oscilações transformou o próximo compromisso do Palmeiras em um confronto ainda mais decisivo. Neste sábado (23), o time de Abel Ferreira encara o Flamengo, às 21h (de Brasília), no Maracanã, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    Separadas por apenas quatro pontos, as equipes entram em campo sob clima de pressão, especialmente o Verdão, que tenta dar resposta imediata após a derrota na Libertadores e conter o aumento da insatisfação da torcida.