O Nottingham Forest viveu uma temporada mágica em 2024/25, contrariando todas as expectativas ao garantir o retorno a uma competição continental após 29 anos de ausência. O sétimo lugar conquistado na Premier League foi o ápice do trabalho de Nuno Espírito Santo, e foi nesse cenário de euforia que Igor Jesus desembarcou no City Ground, inicialmente planejado para brigar com Chris Wood no ataque da equipe. No entanto, o sonho transformou-se rapidamente em pesadelo: após a demissão inesperada de Nuno e um início de campanha 2025/26 desastroso — marcado por sete derrotas nos primeiros 11 jogos —, o clube mergulhou em uma crise técnica que parecia comprometer o ano histórico.
Foi em meio a esse cenário de terra arrasada que Igor Jesus encontrou sua brecha. Enquanto o time sofria para se encontrar na Premier League, o brasileiro assumiu o protagonismo absoluto na Liga Europa. Em um Forest defasado e carente de criatividade, o atacante converteu o ceticismo em gols decisivos. Ao carregar o setor ofensivo de uma equipe em crise, ele demonstrou uma resiliência rara, transformando as noites de quinta-feira no argumento definitivo de que não depende de um elenco estelar para ser produtivo.
Esse desempenho "operário" e taticamente disciplinado é exatamente o que costuma seduzir Carlo Ancelotti. O técnico italiano, mestre em extrair eficiência de contextos adversos, encontra em Igor Jesus um perfil de atacante moderno: alguém que oferece profundidade, ataca os espaços e possui o equilíbrio necessário para o pragmatismo da Seleção Brasileira. Com a Copa do Mundo no horizonte, a ascensão do atacante na Europa levanta uma questão inevitável para a comissão técnica canarinha: estaríamos diante do "elemento surpresa" que Ancelotti tanto busca para o seu esquema?
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