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Idrissa Gueye Getty

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"Ganhamos em campo e ninguém pode mudar isso!" - Idrissa Gueye se indigna com a decisão "ridícula" de tirar o título da Copa Africana das Nações do Senegal

  • Resultado da final da AFCON anulado

    O mundo do futebol africano foi abalado na semana passada quando a Comissão de Apelação da CAF tomou a decisão sem precedentes de anular a vitória do Senegal por 1 a 0 na prorrogação da final da Copa Africana das Nações. A controvérsia decorre de um protesto em que os jogadores senegaleses abandonaram o campo para contestar um pênalti polêmico marcado a favor de Marrocos nos acréscimos. Os dirigentes da CAF consideraram essa ação uma desistência, anulando posteriormente o resultado e impondo uma derrota por 3 a 0 ao Senegal. Essa decisão efetivamente entregou o título continental a Marrocos, uma decisão que provocou indignação em Dakar e levou Gueye, de 36 anos, a questionar a integridade da entidade que rege o torneio.

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    "Ganhamos em campo"

    Gueye, que já disputou 128 partidas pela seleção de seu país, mostrou-se desafiador ao comentar a perda do que teria sido sua segunda medalha de campeão da Copa Africana das Nações. Ao falar sobre o assunto, ele argumentou que o mérito futebolístico deve sempre prevalecer sobre as decisões administrativas.

    “Acho que essa decisão é simplesmente ridícula. Ganhamos o jogo em campo, não nos escritórios, e, como jogador senegalês, estou orgulhoso do que fizemos”, afirmou o meio-campista do Everton. “Merecemos esse troféu. Lutamos em campo e todos sabem o que aconteceu; acho que, se jogássemos essa partida dez vezes, venceríamos dez vezes.”

    Gueye continuou: “Não porque sejamos melhores que o Marrocos, mas porque era o nosso destino, pois demos tudo em campo e merecemos ser campeões. Realmente não nos importamos com medalhas, com troféus, porque o mais importante está em campo e não no que se escreve no papel. Em campo, nós vencemos e ninguém pode mudar isso.”

  • "A África não merece isso"

    Além da perda imediata do troféu, Gueye expressou grande preocupação com a forma como decisões tão controversas afetam a reputação global da Copa Africana das Nações. Ele insistiu: “A África não precisa desse tipo de decisão, porque todos começaram a falar sobre a AFCON e a compará-la com a Europa e a Copa América. Acho que a África não merece isso.”

    Apesar da decisão controversa, Gueye enfatizou que a irmandade entre as duas nações permanece intacta, apontando para sua relação amigável com o companheiro de equipe do Everton e jogador da seleção marroquina Adam Aznou. “Nós apenas rimos disso porque, às vezes, é engraçado”, explicou ele. “Somos todos irmãos e ninguém pode me levar a odiar o povo de Marrocos. Marrocos e o Senegal têm um bom relacionamento.”

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