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Fernandez-CaicedoGetty/GOAL

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Enzo Fernández e Moisés Caicedo “não são líderes” e “não merecem” jogar pelo Chelsea, afirma ex-ídolo dos Blues

  • Leboeuf questiona o meio-campo do Chelsea, que custou 200 milhões de libras

    As repercussões da goleada de 3 a 0 sofrida pelo Chelsea contra o Brighton atingiram o auge, com o ex-ídolo dos Blues, Leboeuf, apontando o meio-campo como a principal área de preocupação. Apesar de um investimento total de 223 milhões de libras em transferências, Fernández e Caicedo não conseguiram assumir o controle da partida no Amex Stadium, enquanto os visitantes sofriam uma derrota histórica.

    Leboeuf não mediu palavras ao falar sobre as duas estrelas, sugerindo que seus altos valores de transferência não se traduziram na liderança necessária em Stamford Bridge. Em entrevista à ESPN FC, o campeão da Copa do Mundo expressou sua frustração com a situação atual do time, que agora sofreu cinco derrotas consecutivas na Premier League sem marcar nenhum gol pela primeira vez em mais de um século.

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  • Chelsea FC v SL Benfica - UEFA Champions League 2025/26 League Phase MD2Getty Images Sport

    Comparações com lendas do Chelsea do passado

    "Já fomos jogadores e sabemos do que se trata; meu ex-companheiro de equipe e compatriota Marcel Desailly disse há dois dias exatamente o que sempre temos vindo a afirmar", disse Leboeuf. "Não temos líderes nessa equipe. Precisamos de um goleiro que seja líder, precisamos de um zagueiro central, precisamos de um meio-campista."

    O ex-zagueiro central do Chelsea comparou a atual safra de estrelas às figuras lendárias com quem dividiu o vestiário durante sua passagem de sucesso por Stamford Bridge. Ele acredita que a dupla atual não compreende o peso da camisa nem as exigências de liderar um clube do porte do Chelsea em períodos difíceis.

    Ele acrescentou: “Caicedo e Ezno Fernandez não são líderes. Desculpem, mas eu já vi líderes. Joguei com Dennis Wise, joguei com Craig Burley, joguei com Roberto Di Matteo no meio-campo. Eles eram líderes. Nem vou falar de zagueiros como Marcel Desailly, Steve Clarke e, no ataque, Vialli, Gullit, Zola, aqueles jogadores que fizeram sucesso na minha época, e nem vou falar do que vimos depois [sob o comando de Roman Abramovich]. Mas agora já chega: esses jogadores não merecem jogar pelo Chelsea neste momento. Eles não são bons o suficiente.”


  • Política de transferências sob fogo cruzado

    Embora o técnico Liam Rosenior esteja sob intensa pressão, Leboeuf acredita que a raiz do problema está na diretoria e em sua preferência por contratar jovens promessas em vez de veteranos consagrados. A aposta no potencial, em vez da experiência comprovada, deixou o time do oeste de Londres sem rumo durante os momentos difíceis da temporada, deixando-o a sete pontos dos cinco primeiros colocados da Premier League a quatro rodadas do fim.

    Leboeuf instou os tomadores de decisão a repensarem sua estratégia de contratações para que o clube volte ao topo do futebol europeu. “Não sei o que pode ser mudado agora. Mas, no ano que vem, peço à diretoria que contrate líderes. Caso contrário, o Chelsea nunca será o Chelsea que conhecemos”, disse ele.

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  • Everton v Chelsea - Premier LeagueGetty Images Sport

    O futuro de Rosenior e a esperança da FA Cup

    Enquanto os torcedores clamam pela demissão de Rosenior após a quinta derrota consecutiva no campeonato sem marcar gols, Leboeuf acredita que uma mudança na comissão técnica neste momento seria inútil. Com a semifinal da FA Cup contra o Leeds United se aproximando, ele sugere que a diretoria espere para tomar uma decisão.

    “É preciso esperar até o jogo contra o Leeds. Se Rosenior sair, não acho que isso vá mudar minha mentalidade”, concluiu Leboeuf. “É preciso esperar o fim da temporada e repensar o futuro e como vocês querem que o Chelsea volte a ser o time que todos nós queremos ver. Trocar Rosenior por qualquer outra pessoa dois meses antes do fim da temporada, não sei se isso significará alguma coisa para mim.”