Quando Donis assumiu o comando da seleção saudita, a maior esperança da torcida era que ele conseguisse rapidamente construir uma identidade clara para a equipe e deixar sua marca técnica em um grupo de jogadores com vasta experiência nos âmbitos internacional e continental.
Mas, com o passar do tempo, a mesma pergunta continua em aberto: qual é a verdadeira identidade da seleção saudita sob o comando de Donis?
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No futebol moderno, não se exige que o técnico se apegue a um único estilo de jogo o tempo todo; pelo contrário, a flexibilidade tornou-se um elemento essencial para o sucesso de qualquer time, mas flexibilidade é algo totalmente diferente da falta de identidade.
Até agora, a seleção saudita parece estar passando de uma ideia para outra em busca da solução ideal: em uma partida, ela se baseia no bloco defensivo e no recuo; em outra, o técnico fala sobre a importância da pressão e do ataque; jogadores entram no time titular e logo desaparecem; e as funções mudam de uma partida para outra, a ponto de se tornar difícil prever como a seleção entrará em campo em qualquer confronto.
Essas mudanças rápidas não só causam uma sensação de instabilidade nos jogadores, como também impedem que a torcida compreenda o projeto técnico que o técnico está tentando construir.
O mais preocupante é que essa situação não ocorre durante a fase de preparação ou em jogos amistosos, nos quais as ideias poderiam ser testadas livremente, mas sim durante a própria Copa do Mundo, torneio no qual qualquer seleção deveria entrar sabendo muito bem o que pretende apresentar em campo.