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Brazil v Croatia - International FriendlyGetty Images Sport

Como Endrick aumentou dúvida na cabeça de Ancelotti e fez 21 minutos virarem um passo rumo à Copa do Mundo

A vitória do Brasil por 3 a 1 sobre a Croácia, em amistoso disputado em Orlando, deixou mais perguntas do que respostas para Carlo Ancelotti. Boa parte disso passa diretamente pelos 21 minutos de Endrick em campo.

Se a lista para a Copa do Mundo parecia próxima de ser fechada, a atuação do jovem atacante reabriu a disputa. E, ao mesmo tempo, colocou seu nome com ainda mais força entre os possíveis convocados.

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    Um jogo de altos e baixos

    O Brasil venceu, mas não convenceu. A equipe saiu na frente ainda no primeiro tempo, sofreu o empate na etapa final e viveu momentos de instabilidade diante de uma Croácia mais organizada e dominante na posse de bola.

    Foi nesse cenário que Endrick apareceu.

    Chamado por Ancelotti no segundo tempo, o atacante entrou aos 76 minutos e precisou de pouco tempo para mudar completamente o rumo da partida.

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    Poucos minutos que mudaram o jogo

    Endrick teve participação direta nos dois gols que garantiram a vitória. Logo após sofrer o empate, o atleta sofreu o pênalti que recolocou o Brasil em vantagem, enquanto no terceiro gol, o jovem atacante deu a assistência para Martinelli dar números finais a partida.

    Mais do que os números, foi a forma em que o jogador do Lyon entrou, sendo agressivo, participativo e decisivo, exatamente o perfil que faltava à seleção naquele momento.

    Mesmo sem bater o pênalti (por decisão técnica, que priorizou Igor Thiago), Endrick mostrou maturidade ao apoiar o companheiro e manter o foco no jogo.

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    Apenas duas vagas em aberto e três nomes na disputa

    Internamente, a comissão técnica já tem uma base praticamente fechada para a Copa. A informação que circula nos bastidores é de que restam apenas duas vagas no setor ofensivo, e três jogadores disputam diretamente esses espaços: Endrick, Igor Thiago e Lucas Paquetá.

    Endrick aparece como o nome mais "diferente" entre eles, um atacante veloz, forte e versátil, que muda o ritmo do jogo. Igor Thiago oferece presença de área e eficiência, enquanto Paquetá traz versatilidade e experiência.

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    O que pesa a favor e contra Endrick

    A atuação contra a Croácia reforça os argumentos que colocam o jovem na frente, como: o impacto imediato vindo do banco, a capacidade de decidir jogos, o perfil agressivo e imprevisível, além da boa leitura de jogo.

    Fora esses fatores, vale destacar que Endrick cresce em jogos grandes e sob pressão, como já demonstrou, marcando gols contra a Inglaterra e Espanha.

    Apesar das boas atuações, ainda existem argumentos que jogam contra o jovem, como: sua falta de sequência como titular da seleção, oscilações (naturais da idade) e a concorrência direta com jogadores mais experientes.