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De Laurentiis Conte Napoli graficaCalciomercato

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Do calendário à recuperação dos melhores: eis por que o Napoli pode acreditar no título

"Ninguém deve nos impedir de olhar para frente; hoje colocamos um pouco de pressão sobre quem está à frente." As palavras de Antonio Conte ressoam claras e objetivas, após a vitória de sua equipe em Cagliari por 1 a 0, graças ao gol de um renascido Scott McTominay: o Napoli acredita no Scudetto e quer que os adversários à frente joguem com a ideia de que podemos realmente tentar. Aliás, com os três pontos desta noite, os napolitanos alcançam a quarta vitória consecutiva e ficam provisoriamente a seis pontos do líder Inter, ultrapassando temporariamente o Milan de Massimiliano Allegri, agora a dois pontos de distância, à espera do confronto de amanhã contra o Torino.

  • TÍTULO COM 86 PONTOS?

    Mas será que o Napoli pode realmente acreditar no Scudetto, o segundo consecutivo com Conte, o terceiro nos últimos quatro anos? Considerando que os azzurri têm, neste momento, 62 pontos e faltam, para Conte e sua equipe, oito partidas até o fim do campeonato, a conta é fácil de fazer: uma possibilidade de conquistar 24 pontos com oito vitórias consecutivas, com a chance de chegar a 86 pontos, o que nos últimos anos sempre garantiu o título do Scudetto, exceto na temporada 2017/2018, quando justamente o Napoli de Maurizio Sarri ficou em segundo lugar com a marca recorde de 91 pontos, a quatro pontos da Juventus de Massimiliano Allegri, campeã da Itália. O Inter, com 68 pontos, ou seja, a +6, para chegar a 87 pontos, precisaria somar 19: seis vitórias e um empate nos últimos nove jogos.

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  • POR QUE ACREDITAR NISSO? O CALENDÁRIO

    O principal motivo para acreditarmos nisso é o calendário, certamente mais favorável para o Napoli: além do confronto direto contra o Milan, marcado para a segunda-feira de Páscoa, os napolitanos receberão Lazio e Bologna em casa, além de enfrentar o Como fora de casa, todas equipes entre as dez primeiras da Série A, embora as equipes da capital e da Emília-Romanha já não tenham grandes objetivos na classificação. Além disso, na perspectiva da permanência, o confronto no Maradona contra a Cremonese e a viagem a Pisa na penúltima rodada, quando os toscanos, porém, já podem estar fora da disputa. Em suma, os únicos verdadeiros obstáculos para a sequência de vitórias parecem ser justamente os rossoneri e os larianos, em plena disputa pelo Scudetto e pela Champions. O Inter, por sua vez, enfrenta um caminho nada fácil: as partidas fora de casa em Florença e Como, o confronto em casa contra uma Roma abalada e fora da Europa, além de Lazio e Bologna fora de casa, adversários que costumam ser temíveis para os nerazzurri longe do San Siro. Tudo isso para um time que parece ter perdido um pouco de segurança, apesar da vantagem na tabela.





  • O ASPECTO PSICOLÓGICO

    O aspecto psicológico também pode ser decisivo: geralmente, quem está atrás tem o ímpeto necessário para conseguir uma sequência importante, mais do que o líder que abre caminho, especialmente se este parecer estar em baixa forma física e cansado devido às muitas partidas disputadas. E não é só isso: o Inter já perdeu dois Scudetti na reta final, o primeiro contra o Milan de Pioli e o segundo na temporada passada justamente contra Conte. Uma situação semelhante poderia trazer de volta alguns fantasmas à mente dos jogadores nerazzurri, que precisam ficar atentos a dois adversários. O próprio treinador mostrou o caminho, demonstrando com palavras que acredita firmemente nisso.

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  • A RECUPERAÇÃO DOS LESIONADOS

    Outro motivo para tentar essa façanha é a recuperação dos jogadores lesionados: McTominay e De Bruyne já voltaram e estão se sentindo bem, assim como Anguissa, que está recuperando sua melhor forma. É claro que, como diz Conte, uma coisa é voltar, outra é estar 100%: Lobotka também ainda não está em plena forma, enquanto a recuperação de Rrahmani e Di Lorenzo se aproxima, e David Neres, recém-saído de uma cirurgia, ainda vai demorar mais. Mas os veteranos estão voltando e o topo da montanha não parece mais tão distante.