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Didier Deschamps admite que a França não quer disputar a disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra
Deschamps reconhece falta de motivação
O experiente técnico mostrou-se notavelmente sincero durante sua última coletiva de imprensa pré-jogo, explicando que o desgaste emocional de ter ficado de fora da terceira final consecutiva deixou seu time desanimado. Embora o confronto contra os “Três Leões” de Thomas Tuchel seja, tecnicamente, um confronto de alto nível entre duas potências europeias — com a França tendo ficado em terceiro lugar duas vezes, em 1958 e 1986, e em quarto em 1982, enquanto a Inglaterra ficou em quarto lugar duas vezes, em 1990 e 2018, sem nunca ter conquistado o terceiro lugar —, o técnico de 57 anos sugeriu que os jogadores de ambas as seleções estão tendo dificuldade para encontrar a motivação necessária para o que muitos consideram o jogo mais supérfluo do futebol internacional.
Em declarações à imprensa em Miami, Deschamps deixou claro que, embora o prestígio do evento tenha diminuído, a obrigação profissional permanece. “Tenho um dever em relação a este jogo. Não é um amistoso. É a disputa pelo terceiro lugar. Os jogadores, a comissão técnica e eu temos o dever de alcançar esse último objetivo. É menos importante do que a final. A Inglaterra não quer disputar essa partida, e nós também não. Mas aqui estamos”, disse Deschamps.
AFPDever para com a camisa da seleção francesa
Apesar da falta de entusiasmo em torno da disputa pela medalha de bronze, após a derrota por 2 a 0 para a Espanha, Deschamps pediu aos seus jogadores que mantenham o profissionalismo e respeitem a tradição nacional. O objetivo continua sendo terminar em terceiro lugar no mundo, no que marca o quarto confronto entre as duas nações em uma Copa do Mundo; a Inglaterra venceu anteriormente duas partidas da fase de grupos, em 1966 e 1982, enquanto a França triunfou nas quartas de final de 2022.
Deschamps falou mais detalhadamente sobre o desafio psicológico de se preparar para a partida, enfatizando que a responsabilidade de vestir a camisa é fundamental. “Temos que focar nesse objetivo de ficar em terceiro lugar e transformar essa meta final em realidade. Temos esse dever ao vestir esta camisa. Na minha cabeça, sei que esta é minha última partida. Não quero que ninguém chore. O fim está próximo, mas a vida continua”, disse ele.
Konate prioriza uma despedida vitoriosa
Refletindo o sentimento da comissão técnica, o novo reforço do Real Madrid neste verão, o zagueiro Ibrahima Konaté, admitiu que o elenco está desanimado após a eliminação nas semifinais. No entanto, a motivação agora se concentra na gratidão pessoal, com os jogadores encarando o confronto contra a Inglaterra como uma última oportunidade de prestar homenagem à bem-sucedida gestão de Deschamps. Isso ocorre apesar de o próprio Konate ter jogado apenas 14 minutos no torneio, entrando como reserva na vitória por 4 a 1 sobre a Noruega na última partida da fase de grupos, depois que a França já havia garantido a classificação para a próxima fase.
Konate foi honesto sobre o estado de espírito da equipe, mas insistiu que lutarão pelo resultado para homenagear o técnico que está de saída. “Nenhum de nós queria disputar este terceiro lugar, mas não temos escolha. Queremos retribuir ao nosso técnico”, disse ele. “Ele fez muito pela seleção francesa. Devemos ser gratos a ele por isso e precisamos fazer tudo o que pudermos para vencer este jogo... para conquistar essa medalha de chocolate, essa medalha de bronze”, afirmou Konaté.
AFPO legado de um técnico lendário
Enquanto a França se prepara para sua última partida na Copa do Mundo de 2026, o foco inevitavelmente se volta para a enorme influência de Deschamps no futebol francês desde que assumiu o comando no verão de 2012. Ele comandou um período de consistência sem precedentes — levando os Bleus ao seu segundo título da Copa do Mundo em 2018, à final da Copa do Mundo de 2022, à final da Euro 2016 e conquistando o título da Liga das Nações na temporada 2020-2021. O confronto em Miami representa o capítulo final de uma história que viu a França se tornar uma força dominante no futebol mundial, mesmo que esse ato final não seja exatamente o que o técnico ou seus jogadores haviam imaginado originalmente para sua despedida.
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