Por outro lado, os números de Lionel Messi apresentam uma hipótese completamente diferente, segundo a qual o capitão da Argentina continuou a ser o fator mais influente nos resultados da equipa albiceleste, e a sua presença individual permaneceu decisiva independentemente de Di María participar ou não, enquanto os resultados da equipa estiveram mais ligados ao nível do sistema como um todo do que à ausência de um único jogador.
No Mundial de 2026, Messi, de 39 anos, protagonizou um dos seus melhores torneios individuais, depois de marcar 8 golos e servir outros 4 em 8 jogos.
Elevou também o seu registo para 21 golos, tornando-se com eles o segundo melhor marcador da história do Mundial, atrás de Kylian Mbappé (22).
Tornou-se ainda o primeiro jogador a servir pelo menos uma assistência em seis edições diferentes do torneio (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026), e o primeiro a marcar em sete jogos consecutivos nas fases eliminatórias.
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Estes números confirmam que o recuo coletivo da Argentina na final não se refletiu no nível individual do seu capitão. O impacto acumulado pende a favor de Messi: ao comparar a carreira internacional dos jogadores, torna-se claro que Messi supera por larga margem em número de jogos, golos e assistências, para além de ter liderado a Argentina a três finais de Campeonato do Mundo, nos anos de 2014, 2022 e 2026, um feito sem precedentes para qualquer jogador na história do torneio.
Além disso, os fracassos da Argentina nas finais não começaram com a ausência de Di María, já que Messi perdeu a final da Copa América de 2007 frente ao Brasil por 3-0, um ano inteiro antes da estreia internacional de Di María, em 2008.
Isto indica que a dificuldade em decidir as finais já existia antes da entrada do experiente extremo na seleção, e prosseguiu depois por razões que ultrapassam a presença de um jogador específico.
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