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President Trump Attends World Cup Draw At Kennedy CenterGetty Images News

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De Mussolini a Trump... Intervenções políticas abalam a Copa do Mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sempre evitou interferir no andamento da Copa do Mundo, que está sendo sediada pelos Estados Unidos em parceria com o Canadá e o México, mas, na última quarta-feira, ele conversou por telefone com o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino.

O tema central da conversa foi a suspensão do craque da seleção americana, Fularin Balogun, após ele ter recebido um cartão vermelho. 

De fato, a punição foi revogada, tornando o jogador elegível para participar da partida das oitavas de final contra a Bélgica, na madrugada de amanhã.

Embora essa decisão tenha gerado uma onda de indignação no mundo do futebol, não se trata do primeiro caso de interferência política na história da Copa do Mundo.

A rede “France 24” apresentou uma reportagem para analisar os principais casos de interferência política na Copa do Mundo. A seguir, os marcos históricos mais importantes:

  • BIO MUSSOLINI-TROOPSAFP

    As pressões de Mussolini em 1934 e 1938

    A Itália sediou a segunda edição da Copa do Mundo, e o líder italiano Benito Mussolini, que não era fã de futebol — ao contrário de seu povo —, viu no torneio uma oportunidade perfeita para glorificar seu regime político.

    Mussolini esteve presente em todos os jogos e costumava entrar nos vestiários, enquanto a arbitragem foi acusada de favorecer a seleção italiana anfitriã, que acabou conquistando o título, a ponto de levar a FIFA a suspender posteriormente dois árbitros por toda a vida.

     Mussolini continua a pressionar em 1938... e os austríacos sob a bandeira nazista

    Apenas um ano antes do início da Segunda Guerra Mundial, a Áustria, que havia sido recentemente anexada à Alemanha nazista, anunciou sua desistência do torneio, e vários de seus jogadores foram forçados a representar a seleção alemã, sendo até mesmo obrigados a fazer a saudação nazista no estádio Parc des Princes, em Paris.

    No entanto, a seleção alemã não conseguiu passar das oitavas de final.

    Já a Itália manteve o título, enquanto seus jogadores vestiam camisas pretas que lembravam o uniforme das milícias italianas. 

    Antes da final, Mussolini enviou-lhes uma mensagem curta, mas aterrorizante: “Vitória ou morte”.

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  • Cesar Cueto PeruHulton Archive

     Suspeitas de corrupção na Argentina em 1978

    O torneio foi realizado sob o regime militar do general Jorge Rafael Videla, que pretendia usar a Copa do Mundo para melhorar a imagem de seu regime perante o mundo.

    A Argentina conquistou o primeiro título mundial de sua história, mas a conquista permaneceu cercada por fortes suspeitas de corrupção.

    Para chegar à final, a seleção argentina precisava vencer o Peru por uma diferença de pelo menos quatro gols para ultrapassar o Brasil.

    Embora a seleção peruana tivesse demonstrado grande solidez defensiva no início do torneio, ela desmoronou e perdeu por 0 a 6.

    Ao longo dos anos, e apesar da ausência de provas conclusivas, surgiram vários depoimentos que falavam de um acordo de corrupção entre os regimes militares da Argentina e do Peru.

  • WORLD CUP-1982-FRANCE-KUWAITAFP

    França e Kuwait em 1982... e a invasão do campo

    Na cidade espanhola de Balad Al-Walid, Alan Girès marcou o quarto gol da França contra o Kuwait, mas os jogadores kuwaitianos protestaram ao ouvirem um apito que acreditaram indicar um impedimento.

    Embora o árbitro tenha inicialmente validado o gol, o xeque Fahd Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, então presidente da Federação Kuwaitiana de Futebol, desceu das arquibancadas para o campo, para o espanto de todos.

    Em meio à confusão, o árbitro voltou atrás em sua decisão e anulou o gol, antes de pagar o preço por isso com uma suspensão vitalícia imposta pela Federação Internacional de Futebol.

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  • Trump InfantinoGetty Images

    A ligação de Trump para Infantino em 2026

    Após a insatisfação de Trump com o cartão vermelho que recebeu em Belgrado, durante a vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina nas oitavas de final — o que significava sua suspensão automática para o confronto contra a Bélgica —, o presidente americano entrou em contato com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, solicitando a revisão da punição.

    Quatro dias depois, a Federação Internacional anunciou que a Comissão de Disciplina havia alterado a punição.

    A decisão baseou-se no artigo 27 do Regulamento Disciplinar da FIFA, pelo qual a suspensão obrigatória de uma partida foi convertida em suspensão condicional de uma partida, com o jogador sujeito a um período de prova de um ano inteiro.

    Com isso, o artilheiro da seleção americana nesta edição da Copa do Mundo, com três gols, poderá participar da partida das oitavas de final contra a Bélgica.

    É provável que essa decisão gere mais polêmica na Bélgica, já que a Federação Belga de Futebol declarou estar “chocada com a decisão” e está atualmente analisando todas as vias legais possíveis para contestá-la.