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Belgium v Egypt: Group G - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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De igual para igual... A coragem dos Faraós desmoronou as esperanças dos Demônios da Bélgica

Quando se enfrenta uma seleção que ocupa a nona posição no ranking mundial e conta com nomes de peso como Kevin De Bruyne, Jérémy Doku, Thibaut Courtois e Romelu Lukaku, um empate pode parecer um resultado positivo. Mas o que a seleção egípcia apresentou na estreia na Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica deixa uma sensação diferente: o Egito saiu com um ponto, mas esteve mais perto de conquistar uma vitória importante.

O placar final (1 a 1) não reflete totalmente o que aconteceu em campo. Do ponto de vista tático e organizacional, a seleção egípcia apresentou uma de suas atuações mais completas — especialmente no primeiro tempo — dos últimos anos, forçando a Bélgica a abrir mão de muitos de seus pontos fortes habituais e a perder o controle do jogo.

  • Partida de Hossam Hassan com distinção

    Hossam Hassan optou por escalar Zico na ala direita e Imam Ashour na esquerda, enquanto Mohamed Salah e Omar Marmoush atuavam no ataque, alternando-se nas funções.

    O segredo do sucesso do plano não estava no esquema tático, mas na execução. O Egito defendeu com um bloco médio e relativamente avançado, longe da área, o que impediu a Bélgica de se estabelecer com a bola no meio-campo. 

    De Bruyne e Onana não tiveram o tempo e o espaço habituais para construir jogadas, e a Bélgica foi repetidamente forçada a recorrer às laterais ou a jogadas diretas. O mais importante é que a seleção egípcia não defendeu de forma passiva. Ao perder a bola, a pressão inicial era forte e, ao recuperá-la, as transições eram rápidas e organizadas por meio de Salah, Marmoush, Zico e Ashour, o que conferiu ao Egito um verdadeiro caráter ofensivo, sem se limitar a se proteger atrás da bola.

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  • Imam Ashour... a chave para a vitória

    O gol da vantagem não foi apenas um chute espetacular. A jogada resultou de uma ideia tática clara: a entrada de Imam Ashour nos espaços intermédios e na profundidade da defesa belga, em vez de se limitar a ficar na linha. Esses movimentos confundiram a Bélgica e resultaram no gol marcado por Imam Ashour, após assistência de Mohamed Salah aos 19 minutos, com um chute forte que balançou a rede dos Diabos Vermelhos e abalou a confiança de Courtois e seus companheiros na mesma medida.

    No aspecto defensivo, Imam também desempenhou um papel fundamental, voltando constantemente para apoiar Ahmed Fathou, transformando-se às vezes em um quinto jogador na linha defensiva durante os períodos de pressão belga.

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  • Coragem, não desespero: a magia do movimento sem a bola

    Uma das impressões mais marcantes da partida foi que o Egito não jogou com uma mentalidade de “sobrevivência”. O chute de Zico defendido por Courtois, as chances de Imam Ashour e as repetidas arrancadas de Salah e Marmoush: tudo isso confirmou que a equipe entrou em campo com o objetivo de competir, e não apenas de resistir.

    Muitas reações após o jogo consideraram que o Egito foi a melhor equipe durante longos períodos e que desperdiçou oportunidades suficientes para decidir a partida.

    E se houvesse outro título técnico para a partida, seria: “Movimentação sem bola”. O Egito fechou constantemente os ângulos de passe e impediu que os jogadores da Bélgica girassem livremente no meio-campo. Mohamed Hani encontrou apoio constante de Zico na frente de Doku, enquanto Fathou recebeu cobertura contínua de Imam Ashour e Hamdi Fathi. Essa disciplina fez com que a Bélgica parecesse desorganizada durante o primeiro tempo, a ponto de a seleção europeia terminar os primeiros 45 minutos sem impor seu domínio habitual nem criar o volume esperado de chances perigosas. Pode-se dizer que o Egito jogou um primeiro tempo que se aproximou da perfeição tática.

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  • Impacto imediato... Lukaku mudou o panorama

    O que a seleção egípcia conseguiu no primeiro tempo tornou-se mais difícil no segundo. A entrada de Romelu Lukaku deu à Bélgica uma dimensão totalmente diferente. De repente, os belgas passaram a ter uma referência ofensiva dentro da área, e os cruzamentos e passes diretos começaram a ganhar mais valor. O gol da Bélgica aconteceu menos de um minuto após sua entrada, quando sua pressão e presença física causaram confusão dentro da área, resultando em um gol contra de Mohamed Hani. Além disso, as jogadas de De Bruyne vindo de trás passaram a ter mais impacto nessa fase, e começaram a surgir alguns espaços que não existiam antes do intervalo.

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  • Schober... o homem dos momentos decisivos

    Se Husam Hassan foi o destaque tático da partida e Imam Ashour o destaque oficial, Mustafa Shubair foi o destaque em campo. O goleiro egípcio defendeu várias tentativas perigosas em momentos críticos e manteve o equilíbrio da equipe durante os períodos de pressão belga. Sua presença deu muita confiança à defesa, especialmente quando o ritmo do ataque belga aumentou na última meia hora. 

    Por outro lado, as substituições bem-sucedidas foram pontos positivos para a comissão técnica, pois foram extremamente lógicas e condizentes com o andamento da partida. A saída de Imam Ashour após o declínio de seu desempenho físico, a entrada de Rami Rabia com a chegada de Lukaku e a atribuição a Zizo de funções semelhantes às que Zico desempenhou defensivamente foram decisões que mantiveram o equilíbrio geral da equipe. Até mesmo a substituição de Salah aos 75 minutos foi compreensível, diante do grande esforço que ele despendeu, depois de ter desempenhado o papel de pivô nas jogadas ofensivas e na construção do jogo entre as linhas.

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  • A mensagem mais importante

    Independentemente do resultado, a seleção egípcia enviou, com esta partida, uma mensagem extremamente importante para o restante do grupo. A equipe não apenas resistiu à Bélgica, mas também a enfrentou de igual para igual e impôs seu estilo de jogo por longos períodos.

    Sob uma temperatura de cerca de 31 graus Celsius e diante de mais de 66 mil espectadores, a seleção egípcia jogou de igual para igual contra uma das seleções mais fortes da Europa e criou chances suficientes para marcar o segundo gol, que teria selado o resultado. Por isso, o empate não é apenas um ponto na tabela, mas um importante indicador técnico: o Egito mostrou-se organizado, corajoso, capaz de defender e atacar ao mesmo tempo e, o mais importante, apresentou-se como uma equipe que sabe o que quer da partida. E se mantiver esse nível contra o Irã e a Nova Zelândia, não se falará apenas de passar da primeira fase, mas de uma seleção capaz de incomodar qualquer adversário nas fases eliminatórias.

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