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Da acusação de loucura à final da Copa do Mundo... Um sofrimento em comum une De la Fuente e Scaloni

Quando Luis de la Fuente e Lionel Scaloni se enfrentarem na Copa do Mundo de 2026, o confronto não será apenas uma disputa tática entre Espanha e Argentina, mas a personificação de duas histórias de sucesso tão semelhantes que chegam a ser idênticas.

Os dois treinadores representam a escola realista e discreta que quebrou o monopólio dos nomes de peso no mundo do treinamento e conquistou uma glória continental impressionante, depois que muitos duvidaram de suas capacidades no momento da nomeação.

  • Spain v Argentina - FIFA World Cup 2026 Final Press ConferencesGetty Images Sport

    O início a partir da sombra

    Nem De la Fuente nem Scaloni faziam parte dos principais treinadores ou dos nomes de destaque nos grandes clubes europeus antes de assumirem o cargo na Espanha e na Argentina.

    Scaloni assumiu o comando da Argentina em 2018 como técnico interino após a saída de Jorge Sampaoli, e a imprensa argentina descreveu sua nomeação como uma loucura, devido à sua falta de experiência como técnico principal.

    Por outro lado, De la Fuente assumiu o comando da Espanha no final de 2022, sucedendo a Luis Enrique, e sua nomeação foi recebida com ceticismo pela torcida e pela mídia, devido à falta de um currículo sólido em grandes clubes da La Liga.

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    Um ponto de partida comum

    O maior ponto em comum entre De la Fuente e Scaloni é que ambos construíram seu sucesso por meio de um profundo conhecimento do ambiente das seleções nacionais e das categorias de base.

    De la Fuente pode ser descrito como o homem de confiança da Federação Espanhola, tendo treinado as seleções sub-19, sub-21 e sub-23, conquistando com elas o título europeu e o vice-campeonato nas Olimpíadas de Tóquio, o que lhe permitiu conhecer de cor e de背 a geração de jovens como Pedri, Olmo e Oyarzabal.

    Já Scaloni atuou como assistente na seleção argentina e, posteriormente, como técnico da seleção sub-20, o que lhe permitiu descobrir novos talentos e integrá-los posteriormente à velha guarda liderada por Messi.

  • Silenciar os críticos

    Ambos responderam aos céticos da melhor maneira possível, conquistando os pódios continentais em tempo recorde: Scaloni levou a Argentina a quebrar um jejum de 28 anos ao vencer a Copa América de 2021 no coração do Brasil, e em seguida conquistou a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024.

    Já De la Fuente levou a Espanha de volta aos pódios ao conquistar a Liga das Nações da Europa de 2023, alcançando depois sua maior conquista ao vencer a Eurocopa de 2024 com sete vitórias consecutivas e um desempenho ofensivo impressionante.

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  • imago-sport-1080193574.jpgAnadolu Agency

    A genialidade da tranquilidade

    Os dois treinadores se destacam pela serenidade e por evitarem declarações inflamadas ou entrar em conflitos com a imprensa, ao contrário de treinadores anteriores, como Luis Enrique ou Sampaoli.

    Scaloni conseguiu construir um sistema que atende às necessidades de Messi e se dedica a ele, além de criar um ambiente familiar no elenco da seleção argentina; da mesma forma, De la Fuente conseguiu aliviar a pressão sobre os jogadores da Espanha e depositou total confiança em jovens talentos como Lamine Yamal e Nico Williams, sem receios.

  • A Escola do Realismo

    Nenhum dos dois treinadores se apega a uma filosofia complicada ou rígida; ambos preferem seguir a escola realista, sendo que Scaloni alterou o estilo da Argentina repetidas vezes de acordo com os adversários na Copa do Mundo do Catar, até conquistar o tão sonhado título.

    Já De la Fuente conseguiu se livrar da armadilha da posse de bola passiva ou do tiki-taka ineficaz que atormentou a Espanha por anos, e transformou a “La Roja” em um time direto e veloz, que aposta nas laterais e conta com uma espinha dorsal sólida, funcionando como um sistema coeso, em vez de reduzir o sucesso apenas ao brilho de jogadores específicos.