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Chelsea shambles Enzo Maresca GFX 16:9Getty/GOAL

O Chelsea é uma bagunça! Saída bizarra de Enzo Maresca mostra como o projeto dos Blues é amador e sem direção

Maresca supostamente perdeu a coletiva de imprensa pós-jogo na terça-feira devido a uma doença, mas mais tarde foi revelado que ele simplesmente não queria enfrentar a mídia sabendo o quão incerto era seu futuro no clube. Só ele sabe se esta seria (ou não) sua última coletiva como funcionário do Chelsea.

Existem razões compreensíveis para os Blues quererem fazer uma mudança no banco, incluindo questões sobre o próprio compromisso de Maresca por ter se encontrado com o Manchester City várias vezes nos últimos meses, mas elas são superadas por uma série de argumentos. Toda a operação do clube está agora sob análise minuciosa, e é isso que a GOAL te mostra logo a seguir...

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  • Chelsea v Bournemouth - Premier LeagueGetty Images Sport

    As razões por trás da demissão

    A vitória do Chelsea por 3 a 0 em casa contra o Barcelona pela Liga dos Campeões, no final de novembro, era pra ser o início de uma nova era. O empate por 1 a 1 com o líder da Premier League, Arsenal, jogando com um homem a menos durante a maior parte do jogo, apenas reforçou essa suposição. Os jovens Blues pareciam estar amadurecendo, mas foi apenas mais uma falsa esperança. 

    Após um dezembro miserável, o Chelsea atualmente está em quinto lugar na tabela da Premier League. Isso não seria um desastre isoladamente, mas dadas as expectativas colocadas sobre eles ao entrar no mês final de 2025, foi extremamente decepcionante. Os homens de Maresca também caíram para o 13º lugar na classificação da Liga dos Campeões, abaixo de Tottenham e Newcastle, após perder fora de casa contra a Atalanta duas semanas depois de derrubar o Barcelona.

    Desde que venceram o Burnley por 2 a 0 no Turf Moor no dia 22 de novembro, o Chelsea embarcou em uma sequência negativa de apenas uma vitória em sete jogos da Premier League, somando sete pontos em 21 possíveis. A diferença para o Arsenal, que alguns torcedores dos Blues acreditavam estar no mesmo nível após seu encontro mais recente, agora é de 15 pontos.

    Os dois empates do Chelsea com o Bournemouth representaram bem a extensão dos problemas em campo. O empate por 0 a 0 no Vitality Stadium foi um jogo totalmente esquecível em que ambos os lados falharam em criar algo digno de análise, enquanto o 2 a 2 de volta em Stamford Bridge foi frenético além da conta. Para uma equipe montada com tanto custo, ainda oscila entre bons e maus momentos com muita frequência.

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  • FBL-ENG-PR-CHELSEA-ASTON VILLAAFP

    Questões disciplinares nunca melhoraram

    O núcleo jovem que os proprietários do Chelsea e seu conjunto de recrutadores tiveram tanto orgulho em montar ainda carece seriamente de liderança. O time de Maresca está no fundo da tabela de fair play da Premier League, tendo já acumulado 34 cartões amarelos e quatro cartões vermelhos.

    Nicolas Jackson muitas vezes era visto como um dos piores infratores nesse aspecto, embora seja revelador que os problemas disciplinares da equipe tenham persistido e até piorado desde que ele foi forçado a sair do clube para o Bayern de Munique por empréstimo. O novo infrator em série acabou sendo Moises Caicedo, cujo valor caiu desde que ele emergiu como candidato a Jogador do Ano no primeiro terço da temporada.

    O cartão recebido por Caicedo no quarto minuto do empate de terça-feira foi o seu quinto da temporada na Premier League, acarretando uma suspensão antes do crucial confronto de domingo contra o Manchester City. Será sua segunda suspensão até agora, tendo já perdido três partidas por uma expulsão contra o Arsenal, onde se esperava que ele enfrentasse os talentos de Declan Rice do outro lado do meio-campo.

    Maresca pode ter sentido privadamente que a equipe precisava abandonar esse hábito, mas sua contínua insistência pública de que a culpa não era deles só capacitou seus jogadores a continuarem com sua falta de disciplina.

  • Chelsea v Bournemouth - Premier LeagueGetty Images Sport

    Problemas conhecidos com novos desdobramentos

    Nesta época na temporada passada, o Chelsea estava passando por uma queda semelhante. Eles haviam subido para o segundo lugar na tabela da Premier League, dois pontos atrás dos eventuais campeões Liverpool, e mostraram vislumbres de uma equipe pronta para dar o salto de candidatos ao top quatro a candidatos ao título.

    Em seguida, se tornaram um dos primeiros times da história a falar que estavam fora da disputa pelo título, com cada entrevista e cada coletiva de imprensa parecendo uma campanha política para tirar essa pressão das costas do clube. E eles aparentemente atraíram isso para eles: o Chelsea venceu dois dos seus 10 jogos na Premier League de meados de dezembro até o final de fevereiro. Soa familiar? Está se tornando tradição para esta versão do Chelsea dar esperanças aos torcedores antes de decepcioná-los novamente durante o inverno.

    Há também um novo mau hábito que os Blues precisam corrigir - seu péssimo histórico em defender bolas paradas. Apesar de terem criado um departamento inteiro para isso, liderado pelo ex-guru das bolas paradas do Brentford, Bernardo Cueva Martinez, eles não conseguem defendê-las muito bem. Seu principal ponto fraco tem sido os arremessos laterais longos, com um total de quatro gols sofridos desta forma nesta temporada, o maior número da liga.

    O Chelsea perdeu mais pontos jogando em casa do que qualquer outro time, dando-lhes a reputação de uma equipe com um ponto fraco. Maresca teve que ser responsabilizado por isso, mas dado o foco da direção do clube de que apenas os resultados a longo prazo importam, ele realmente deveria ser o culpado por não cultivar essa cultura?

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  • FBL-ENG-PR-CHELSEA-ARSENALAFP

    Bilhões desperdiçados

    No fim das contas, as melhores equipes têm os melhores jogadores. Para simplificar a visão geral, o Chelsea simplesmente não tem estrelas de qualidade suficiente, especialmente quando se leva em consideração que eles gastaram bilhões tentando reconstruir seu caminho de volta a se tornar um time competitivo.

    Existem muitos jogadores medianos que não fazem diferença. Cole Palmer e Caicedo se destacam em suas posições, Estêvão é um prospecto extremamente empolgante, e Reece James (quando em forma) e Marc Cucurella também são excelentes opções, mas além deles, grande parte do plantel de Maresca está em um padrão semelhante.

    Liam Delap e João Pedro são realmente melhores no ataque do que o despejado Nicolas Jackson? Qual é a diferença entre Pedro Neto, Alejandro Garnacho e Jamie Gittens? Eles são sequer melhores do que Noni Madueke, que foi vendido ao Arsenal aparentemente sem grande alarde, mas já é popular em um time melhor? Quem é o melhor zagueiro central do Chelsea? Por que alocar tanto dinheiro em jogadores que não irão melhorar imediatamente o time titular por pelo menos alguns anos?

    Ao longo de 18 meses no comando, Maresca nunca pareceu saber qual era o melhor 11 inicial do Chelsea. A BBC Sport calculou que ele fez substituições mais rapidamente do que qualquer outro técnico da Premier League e fez o maior número de mudanças em suas escalações iniciais nesta temporada. Era uma tarefa ingrata tentar manter todos felizes.

    O Chelsea costumava lutar por títulos ano após ano. Isso porque, em grande parte, não importava quem era o treinador - Roberto Di Matteo ganhou a Liga dos Campeões e Avram Grant estava a um deslize de conseguir o mesmo feito -, porque eles tinham talentos incríveis para levá-los adiante. É um contraste gritante com o estado atual do clube.

  • Chelsea FC v Real Madrid: Quarterfinal Second Leg - UEFA Champions LeagueGetty Images Sport

    Demitir Maresca não resolve nada

    Na Alemanha, os clubes de futebol têm a tradição de colocar seus diretores e outros membros da hierarquia para falar com a imprensa ao lado do treinador principal. Isso é mais perceptível no Bayern de Munique, onde Vincent Kompany é regularmente acompanhado pelo diretor de esportes Max Eberl e pelo diretor esportivo Christoph Freund. Eles oferecem pensamentos e insights sobre questões que podem não dizer respeito necessariamente ao treinador, como a formação do elenco e transferências.

    Durante seu tempo no Tottenham - antes de perder a calma em sua última coletiva, isto é - Antonio Conte lamentou que ele tinha que ser a face do clube e mais ninguém era responsabilizado publicamente. Maresca fez sugestões de que se sentia da mesma maneira sem dizer explicitamente isso, embora tenha revelado no mês passado que sentiu falta de apoio após a derrota para a Atalanta, o que parecia ter sido o começo do fim para ele.

    O Chelsea, mais do que qualquer clube na Inglaterra, deveria adotar uma política onde os diretores esportivos falassem para a mídia. Muito se fala sobre seu recrutamento, muitos elogios são dados a Laurence Stewart e Paul Winstanley, ainda assim nunca os vemos ou ouvimos. Se o trabalho de Maresca foi considerado insustentável, então o deles também deveria estar em risco. O clube passou quase quatro anos tentando estabelecer uma nova identidade que está se distanciando cada vez mais de sua antiga — de vencer a qualquer custo — e sem nenhuma boa razão.

    Os proprietários fariam bem em convencer um treinador melhor a vir trabalhar para eles neste regime de planejamento desordenado em nome do "projeto". Desde a aquisição do Chelsea pela BlueCo, Maresca, Thomas Tuchel, Graham Potter e Mauricio Pochettino passaram como treinadores, assim como Frank Lampard como um interino prolongado. Tudo isso sem chegar nem perto do sucesso do projeto anterior.

  • Chelsea FC v FC Barcelona - UEFA Champions League 2025/26 League Phase MD5Getty Images Sport

    Grande mês pela frente

    Quem quer que seja o novo treinador do Chelsea, ainda terá alguns pontos positivos para observar. A corrida frenética pela qualificação para a Liga dos Campeões está tão confusa que mesmo esta péssima sequência de resultados mal afetou suas esperanças de terminar entre os quatro ou cinco primeiros. Ainda há uma semifinal da Carabao Cup contra o Arsenal pela frente, embora essa partida possa jogar ainda mais embaixo os ânimos do clube.

    Vencer cura tudo. Mais do que qualquer estilo de jogo, essa tem sido "a mentalidade do Chelsea" da era moderna e é exatamente por isso que a base de fãs ficou tão rapidamente "azeda". Se os proprietários são sérios sobre o sucesso no curto prazo, bem como no longo prazo, eles deveriam usar a janela de transferências de janeiro para trazer alguns jogadores já prontos para ajudar a orientar as cabeças jovens da equipe.

    No papel tudo isso é bonito de se ler e fácil de pensar, mas é na prática que as coisas complicam. A pergunta que fica é: o Chelsea de 2025/26 tem alguma saída?

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