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Brazil v Norway: Round of 16 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

Bruno Guimarães conta bastidores de pênalti perdido na Copa do Mundo

O pênalti perdido na eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo, ainda dói em Bruno Guimarães.

Convocado por Carlo Ancelotti para a primeira Data Fifa após o Mundial, o volante do Arsenal voltou a falar sobre o lance e explicou os bastidores da cobrança que poderia ter mudado o rumo da partida.

"É um sentimento muito ruim, definitivamente. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol. Que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante."

No início das oitavas de final, Matheus Cunha sofreu falta dentro da área e Bruno assumiu a responsabilidade. O meio-campista bateu no canto direito de Nyland, mas o goleiro norueguês defendeu. A cobrança teve peso importante na partida. O Brasil acabou derrotado por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland no segundo tempo. Neymar ainda descontou de pênalti nos acréscimos, mas a seleção não conseguiu buscar o empate e foi eliminada.

"Você, muitas vezes, aprende com a vitória, mas normalmente a gente aprende com a derrota, com aquilo que não deu certo. Que eu possa aprender e seguir a minha luta diária, dos meus sonhos."

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  • FBL-WC-2026-MATCH91-BRA-NORAFP

    Vini deveria ter batido?

    Após a eliminação, a escolha de Bruno para a cobrança gerou questionamentos, principalmente pela presença de Vini Jr. em campo. O volante explicou que a definição havia sido feita antes da partida e que o atacante não era o responsável pelo pênalti naquele momento.

    "Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção, e o professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora, teve jogadores que quiseram pegar a bola. Um jogador pega, passa para o outro, até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu."

    Bruno também lamentou que Vini tenha sido envolvido nos questionamentos e reforçou que a responsabilidade pela cobrança era exclusivamente dele.

    "Fica triste pela cobrança sobre o Vini, mas, no momento, o pênalti delegado foi a mim. Acho que essa é a resposta que eu posso te dar. Fica triste o que aconteceu, não só pelo Vini, pelos outros jogadores, pela nossa torcida, por todo mundo que estava torcendo."

    Apesar da dor, o jogador garantiu que não pretende fugir de uma nova cobrança. Caso tenha outra oportunidade, Bruno afirmou que assumiria novamente a responsabilidade.

    "Se tivesse outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder. Eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar essa camisa representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida."

    O volante reconhece que o episódio ainda incomoda, mas tenta transformar o erro em aprendizado para o novo ciclo.

    "Obviamente, não foi um momento legal. Sofri muito, como eu disse, mas é bola para frente, é pensar. Não dá para mudar o passado, e sim o futuro."

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  • imago-sport-1083683823.jpgSports Press Photo

    Continuidade de projeto

    Bruno Guimarães também defendeu a continuidade do trabalho na seleção até a Copa do Mundo de 2030. O jogador lembrou as constantes mudanças enfrentadas pelo Brasil no ciclo anterior, com trocas de treinadores e alterações no comando da CBF.

    "Sem dúvida, o mais importante é a continuidade. A gente sabe que no último ciclo de Copa do Mundo a gente acabou trocando de treinadores muitas vezes, muitas ideias diferentes. Obviamente que a gente, jogador, tem que fazer o balanço nosso e ver o que não foi bom a última Copa, reconhecer que a gente poderia ter feito muito melhor, mas agora a gente precisa, do meu ponto de vista, trazer a torcida brasileira junto com a gente."

    O meio-campista reconheceu a frustração dos torcedores após a eliminação, mas pediu apoio à equipe.

    "Sabemos que eles (torcedores) estão muito magoados depois de tudo o que aconteceu. A gente só vai conseguir fazer isso jogando bem, com boas atuações, ganhando jogos. A gente conta muito com o apoio da nossa torcida, que as pessoas acreditem na gente."

  • Brazil Training SessionGetty Images Sport

    Renovação e início de ciclo

    Com Ancelotti iniciando o processo de renovação da seleção, Bruno ressaltou a importância de integrar os jogadores mais jovens e destacou o papel dos atletas que permaneceram no grupo após a Copa.

    "Acho que o mais importante é passar confiança para os mais jovens, para quem está chegando a primeira vez. Minha primeira convocação foi em 2020 e desde lá muita coisa aconteceu na minha vida até aqui. Quando eu cheguei, todos os mais velhos me passaram confiança para que eu pudesse me sentir o mais à vontade e em casa possível, para desempenhar o meu melhor futebol. Eu acho que agora eu estou nessa missão."

    Bruno reconheceu que a renovação precisa acontecer de forma gradual e valorizou a presença de novos nomes nos primeiros amistosos do ciclo.

    "Não dá para mudar tudo da noite para o dia", afirmou o volante, que vê a comissão técnica utilizando os próximos jogos para ampliar as opções de Ancelotti.

    O jogador também citou o papel de liderança dos remanescentes da Copa, como Gabriel Magalhães, Vini Jr., Raphinha, Douglas Santos e Marquinhos.

    "Os que ficaram da última Copa do Mundo, eu, o Gabriel (Magalhães), o Vini Jr, o Raphinha, o Douglas (Santos), o Marquinhos, a gente tem um papel diferente, tem um papel de liderança, obviamente. Se você pegar os novos jogadores aí, tem jogadores de 18, 19, 20 anos. Eu tenho 28 e estou me sentindo velho perto dos caras. Mas acho que a gente tem um papel diferente, é ajudar eles bastante."

    Bruno Guimarães inicia, assim, um novo ciclo com a Amarelinha nesta Data Fifa, que terá dois amistosos contra a Austrália, nos dias 25 e 29 de novembro - no primeiro deles, o volante foi confirmado como titular por Ancelotti -, além do duelo com a Índia, marcado para 3 de outubro.

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