Zagallo nunca escondeu a emoção nas oportunidades que teve de treinar os dois clubes que defendeu como jogador. É verdade, portanto, que o Velho Lobo tinha duas paixões conquistadas durante seu tempo no futebol, sendo considerado um dos maiores ídolos da história do Botafogo, clube no qual iniciou sua carreira como técnico, em 1968, e conseguiu cavar lugar na seleção brasileira, sendo campeão da icónica Copa de 70, comandando Pelé, Rivellino, Tostão e outras lendas do futebol brasileiro.
No Estádio Nilton Santos, casa do alvinegro, inclusive, há uma estátua em homenagem ao ‘Velho Lobo’. Mas, além do Alvinegro carioca, o ex-técnico também teve a oportunidade de liderar o corpo técnico do Flamengo.
Ao todo, foram quatro passagens pela Gávea (1951-1958, como atleta, 1972-1974, como técnico, 1984-1985 e 2000-2001) e três passagens pelo Alvinegro (1958–1965, como jogador, 1975, 1978 e 1986–1987. Entre 1971 e 1972, também chegou a comandar o Fluminense.
"Não tenha dúvidas que tenho um carinho muito grande pelos dois clubes. Se eu falar que torço para um, vou ficar contra o outro. Não vou falar em resultados, o coração fica dividido. Quando me perguntam, prefiro dizer que sou seleção brasileira", brincou, em entrevista ao ge, em 2009.
Ainda assim, em sua autobiografia, o Velho Lobo foi categórico: "Os rubro-negros dizem que sou Flamengo; os alvi-negros, que sou Botafogo. A imprensa também acha que torço pelo Botafogo. Eu deixo a coisa rolar, mas que o coração pende mais para um lado, isso é verdade".