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Artan e Balojun... Os tambores da guerra voltam a rufar entre a FIFA e a UEFA

A Federação Europeia de Futebol (UEFA) entrou em um novo capítulo de seu conflito com a Federação Internacional de Futebol (FIFA), desta vez devido à suspensão da punição de expulsão imposta ao jogador americano Folarin Balugun.

A FIFA surpreendeu a todos ao suspender a aplicação da punição de suspensão automática de Folarin, de um jogo, antes do confronto contra a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo.

A decisão da FIFA gerou ampla polêmica, após surgirem notícias de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria entrado em contato com Gianni Infantino, presidente da FIFA, para que a suspensão de Balogun fosse reconsiderada.

A Federação Europeia emitiu um comunicado em seu site oficial criticando a decisão da FIFA, afirmando que “a decisão da Federação Internacional ultrapassou todos os limites aceitáveis”.

Acrescentou ainda que a suspensão automática obrigatória de pelo menos uma partida, após receber um cartão vermelho, não é uma opção discricionária e não requer decisão de nenhuma instância competente para entrar em vigor. 

A UEFA esclareceu que a decisão da FIFA ameaça a integridade do futebol e prejudica a credibilidade da Copa do Mundo, expressando sua surpresa diante dessa decisão sem precedentes, incompreensível e injustificável.

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    A crise do governo somali: Omar Artan

    A Federação Internacional de Futebol (FIFA) excluiu o árbitro somali Omar Artan da arbitragem das partidas da Copa do Mundo, após ele ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos da América.

    A BBC Sport informou, citando uma autoridade americana, que Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos devido à sua ligação com pessoas suspeitas de pertencerem a organizações terroristas, o que o tornou inelegível para entrar no país de acordo com a Lei de Imigração e Cidadania.

    Artan havia declarado ao jornal “The New York Times” que foi interrogado por autoridades de fronteira sobre supostas ligações com o movimento armado somali Al-Shabaab, afirmando que lhes disse não saber nada sobre esse grupo.

    Após Gianni Infantino, presidente da FIFA, ter afirmado que não tem autoridade para contornar as decisões do governo do presidente norte-americano Donald Trump, a União Europeia decidiu nomear Artan como árbitro da Supercopa da Europa.

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  • Aleksander Ceferin UEFAGetty

    A União Europeia desferiu um golpe contra a FIFA

    A União Europeia anunciou que o árbitro somali Omar Artan, que foi impedido de arbitrar partidas da Copa do Mundo, irá arbitrar a Supercopa da Europa em agosto próximo, entre o Paris Saint-Germain e o Aston Villa.

    A UEFA esclareceu que essa nomeação ocorreu após consultas com a Confederação Africana de Futebol.

    O jornal The Guardian publicou declarações de Alexander Cheferin, presidente da UEFA, que afirmou: “O futebol existe para unir as pessoas, e a UEFA quis demonstrar seu respeito por Omar Artan e por suas habilidades arbitrais excepcionais, que lhe renderam essa indicação de prestígio”.

    Por sua vez, o presidente da Confederação Africana de Futebol, Patrice Motsepe, afirmou que Artan deixou a África “muito orgulhosa”.

    Ele acrescentou: “É uma grande honra para Omar Artan e para os árbitros africanos, além de ser um exemplo maravilhoso da capacidade do futebol de reunir e unir as pessoas da África, da Europa e de todas as partes do mundo”.

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