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Palmeiras ChapecoenseGetty Images

Árbitro pode pedir para rever uma jogada no monitor? Entenda o que diz a regra do VAR

A atuação da arbitragem no duelo entre Palmeiras e Chapecoense, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, colocou novamente o VAR no centro das discussões. O principal motivo foi a anulação do gol de empate da equipe catarinense nos acréscimos, após uma revisão que mudou completamente a interpretação inicial do árbitro Felipe Fernandes de Lima.

A decisão levantou uma dúvida comum entre torcedores: afinal, um árbitro pode solicitar a revisão de um lance no monitor por conta própria? A resposta é sim.

O protocolo do árbitro de vídeo permite que o juiz revise uma jogada quando existe a possibilidade de um erro claro ou de um fato importante não observado corretamente em campo. A revisão pode ser recomendada pelo VAR, mas também pode partir da iniciativa do próprio árbitro, desde que ele entenda ser necessário reavaliar a jogada antes de confirmar a decisão final.

  • Palmeiras ChapecoenseGetty Images

    O que aconteceu?

    O lance que ocasionou a primeira polêmica aconteceu nos minutos finais da vitória palmeirense por 1 a 0. A Chapecoense chegou ao empate após uma jogada dentro da área, mas antes da conclusão houve um contato em Murilo.

    Nos áudios divulgados pela CBF, a equipe do VAR e o árbitro inicialmente concordaram que existia um empurrão sobre o defensor do Palmeiras. A interpretação, porém, era de que o zagueiro não conseguiria disputar a bola e, por isso, a infração não teria impacto direto na jogada. Com essa leitura, o gol seria validado.

    A situação mudou quando Felipe Fernandes de Lima decidiu rever o lance no monitor à beira do campo. Após assistir às imagens novamente, o árbitro concluiu que o contato impediu Murilo de participar da disputa pela bola e alterou sua decisão.

    O gol foi anulado e o Palmeiras manteve a vantagem no placar. A mudança de interpretação, mesmo após uma avaliação inicial diferente, está prevista nas regras do VAR. A revisão existe justamente para permitir que o árbitro tenha acesso a novos ângulos e elementos antes de confirmar uma decisão definitiva.

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    Polêmica não parou por aí

    Pouco depois, a arbitragem voltou ao monitor para analisar um lance envolvendo Khellven e Neto Pessoa dentro da área do Palmeiras.

    Desta vez, Felipe Fernandes de Lima assinalou pênalti para a Chapecoense após revisar as imagens. Na cobrança, porém, Bolasie acertou o travessão e desperdiçou a chance de empatar a partida.

    Antes disso, o árbitro já havia expulsado Allan ainda no primeiro tempo por um pisão em Giovanni Augusto, decisão tomada em campo e mantida sem necessidade de revisão.


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    Mudanças da Fifa ampliam atuação do VAR

    A discussão acontece justamente em um momento de transformação na arbitragem mundial.

    A Fifa e a IFAB aprovaram novas diretrizes que ampliam a capacidade de intervenção do VAR, principalmente em jogadas de bola parada. A partir da Copa do Mundo, ações ocorridas antes mesmo da bola entrar em jogo poderão ser analisadas caso influenciem diretamente o resultado da jogada.

    Na prática, se um defensor for bloqueado ou impedido ilegalmente de disputar uma bola durante uma cobrança de escanteio ou falta, o VAR poderá recomendar revisão e até levar à anulação de um gol.

    A mudança ganhou o apelido de "regra anti-Arsenal" na imprensa europeia, em referência às jogadas ensaiadas que o clube inglês popularizou nos últimos anos em cobranças de escanteio.

    Além disso, a Fifa também ampliou as possibilidades de revisão para casos envolvendo segundos cartões amarelos aplicados por engano, erros de identificação de atletas e algumas decisões relacionadas a reinícios de jogo.

    O objetivo é reduzir erros decisivos e aumentar a precisão das decisões em lances de grande impacto.

    Por isso, situações como a que aconteceu entre Palmeiras e Chapecoense devem se tornar cada vez mais comuns: o árbitro pode revisar a jogada, reconsiderar sua interpretação inicial e mudar a decisão, desde que o protocolo identifique um possível erro relevante na análise original.

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