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Antonio Conte NapoliGetty Images

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Antonio Conte e Roberto Mancini voltam à disputa pelo cargo de técnico da seleção italiana, com Andrea Pirlo fora da disputa

  • A candidatura de Pirlo fracassa em meio a polêmicas

    Pirlo parecia prestes a assumir o comando da seleção nacional, mas o ex-meio-campista confirmou oficialmente que não está mais na disputa pelo cargo. O impasse decorre de um conflito de interesses envolvendo sua parceria comercial com uma empresa de apostas, situação que Pirlo abordou com grande frustração.

    Ele continuou em um comunicado: “Nos últimos dias, assisti com grande amargura ao desenrolar do debate sobre meu nome e a possibilidade de eu assumir o cargo de técnico da seleção italiana.

    O campeão da Copa do Mundo de 2006 insistiu que não havia nenhum significado político por trás de sua parceria comercial com a empresa russa Fonbet e criticou as tentativas de retratá-la de outra forma. “Atribuir significado político a essa colaboração significa atribuir-me convicções que nunca expressei e que não tenho. É lamentável que uma decisão baseada em critérios esportivos tenha sido rapidamente arrastada para um debate público que acabou atribuindo ao meu nome motivos e intenções que nunca existiram.”

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  • Roberto ManciniGetty

    Mancini e Conte lideram a disputa nas primárias

    Com a saída de Pirlo, o presidente da FIGC, Giovanni Malagò, estaria de olho em nomes mais experientes, com Mancini na pole position, à frente de Conte, para retornar ao banco de reservas — segundo o Tutto Sport.

    Mancini, que mantém uma amizade de longa data com Malagò, estaria aberto a um retorno, apesar de ter deixado o cargo anteriormente para assumir funções na Arábia Saudita e no Catar.

    Conte continua sendo uma escolha popular entre o público italiano e os dirigentes da liga, que o veem como o candidato ideal para reconstruir o elenco. Embora ainda não tenha sido formalmente contatado, sua passagem anterior, entre 2014 e 2016, continua sendo muito bem vista. As exigências financeiras do ex-técnico do Inter e do Chelsea seriam mais altas — ele ganhava anteriormente mais de € 4 milhões por ano —, mas os patrocinadores poderiam cobrir essa diferença.

  • Maldini e Leonardo renunciam aos cargos na FIGC

    A mudança de rumo em direção a Mancini e Conte causou uma grande divisão interna na federação. Paolo Maldini e Leonardo, que tiveram papel fundamental na pressão pela nomeação de Pirlo, decidiram deixar seus respectivos cargos de diretor técnico e consultor especial.

    Relatos indicam que a dupla sentiu que não recebeu a autonomia total que lhes havia sido prometida quando ingressaram no projeto, há apenas 16 dias.

    A renúncia das duas lendas do AC Milan sugere que uma reformulação total da hierarquia esportiva da federação está iminente. Embora Malagò tivesse esperança de encontrar um meio-termo para mantê-los no projeto, a preferência deles por um técnico mais jovem e “visionário”, como Raffaele Palladino, entrou em conflito com a insistência do presidente em alguém com experiência comprovada.


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  • Pep Guardiola(C)Getty Images

    Opções alternativas caso as grandes marcas falhem

    Caso os acordos com Mancini ou Conte não se concretizem, vários outros nomes estão sendo cogitados para preencher a vaga. Stefano Pioli é considerado uma alternativa flexível e pronta, especialmente devido ao seu histórico de sucesso com Maldini, embora a saída dos diretores torne sua nomeação menos certa. Outra opção interna é Silvio Baldini, que poderia ser promovido da seleção sub-21, embora continue sendo uma figura polêmica dentro da FIGC.

    O tempo está se esgotando para a Itália, já que a decisão sobre o novo técnico deve ser finalizada nas próximas 48 horas. O fracasso em garantir nomes de peso como Pep Guardiola ou Carlo Ancelotti já reduziu significativamente o leque de opções.