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Brazil Training And Press Conference - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

As alternativas de Ancelotti para o lugar de Paquetá nas oitavas de final

A classificação do Brasil às oitavas de final da Copa do Mundo veio acompanhada de uma baixa importante para Carlo Ancelotti. Lucas Paquetá teve uma lesão na parte posterior da coxa esquerda confirmada após exames realizados nesta terça-feira (30) e está fora da partida contra Costa do Marfim ou Noruega, no próximo domingo (5).

O meio-campista deixou o confronto contra o Japão ainda no intervalo, após sentir dores na coxa esquerda. A apreensão ficou evidente até mesmo na comemoração da vitória de virada: Paquetá participou da festa dos jogadores saltando em apenas uma perna, gesto que simbolizou a preocupação em torno de sua condição física.

Com o desfalque confirmado, Ancelotti será obrigado a promover sua primeira mudança na equipe titular desde o início da Copa do Mundo. Além da perda técnica, a ausência do camisa 20 abre uma disputa por vaga no meio-campo e oferece ao treinador diferentes alternativas, desde uma substituição direta até ajustes no esquema tático da seleção brasileira.

  • FBL-WC-2026-MATCH07-BRA-MARAFP

    Danilo Santos surge como substituição mais natural

    A alternativa considerada mais simples para Ancelotti é manter a estrutura atual da equipe, preservando o meio-campo formado por três jogadores de origem.

    Nesse cenário, Danilo Santos desponta como principal candidato à vaga. O meio-campista teve boas atuações nos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo, convenceu a comissão técnica e garantiu lugar na lista final de convocados justamente por sua capacidade de cumprir funções semelhantes às de Paquetá.

    Com sua entrada, o Brasil preservaria o losango montado por Ancelotti, mantendo Bruno Guimarães, Casemiro e Matheus Cunha em suas funções habituais, sem necessidade de grandes ajustes nos mecanismos ofensivos e defensivos da equipe.

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  • Brazil v Japan: Round Of 32 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Martinelli oferece criatividade, mas exige ajustes defensivos

    Outra possibilidade é promover Gabriel Martinelli à equipe titular. A escolha, no entanto, não representaria necessariamente uma mudança automática para um esquema com quatro atacantes.

    Contra o Japão, Martinelli entrou na vaga de Matheus Cunha e desempenhou um papel mais criativo pelo lado esquerdo, atuando como articulador e aproximando-se da construção das jogadas, diferente da função que costuma exercer como ponta no Arsenal.

    A principal preocupação dessa alternativa está no equilíbrio defensivo. Sem as características de marcação e recomposição apresentadas por Paquetá, Ancelotti precisaria reorganizar o setor, principalmente limitando as subidas do lateral-esquerdo Douglas Santos para compensar a perda de proteção pelo lado.

  • Scotland v Brazil: Group C - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Endrick representa a opção para um Brasil mais agressivo

    Quando Paquetá deixou o gramado diante do Japão, a escolha de Ancelotti foi pela entrada de Endrick. A decisão, porém, esteve diretamente ligada ao contexto da partida.

    Com dificuldades para encontrar espaços diante da defesa japonesa, o treinador optou por colocar mais um jogador de área, aumentando a presença ofensiva dentro da área adversária. Nesse cenário, a seleção passou a atuar em um desenho mais próximo do 4-2-4.

    A alternativa pode voltar a ser utilizada nas oitavas, especialmente se o Brasil precisar assumir maiores riscos durante a partida, mas representa uma mudança mais significativa em relação ao modelo que vem sendo utilizado desde o início da competição.

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    Neymar aparece como alternativa mais ousada

    Se decidir adotar uma postura ainda mais ofensiva, Ancelotti também poderá recorrer a Neymar. Apesar disso, o treinador já deixou claro que enxerga o camisa 10 em outra função dentro da equipe.

    A tendência é que Neymar seja utilizado na vaga de Matheus Cunha ou até mesmo substituindo um dos atacantes de frente, Vini Jr. ou Rayan, e não exatamente como substituto direto de Paquetá.

    Contra o Japão, a entrada do camisa 10 só aconteceria caso o Brasil demorasse mais para empatar ou se a partida fosse para a prorrogação, momento em que Ancelotti pretendia abandonar o modelo atual em busca de uma formação mais ofensiva.

  • Fabinho e EdersonGetty/GOAL

    Fabinho e Ederson correm por fora na disputa

    Além das opções mais ofensivas, o treinador ainda conta com outros volantes no elenco, embora ambos apresentem características diferentes das de Paquetá.

    Fabinho é considerado o substituto imediato de Casemiro e atua de forma mais fixa à frente da defesa. Sua utilização deixaria o meio-campo brasileiro com menor mobilidade e criatividade na construção das jogadas.

    Já Ederson chegou ao grupo de última hora após o corte de Wesley. Apesar de ser volante de origem, tem sido utilizado principalmente nos treinamentos como alternativa para a lateral direita, reduzindo suas chances de assumir a função criativa exercida por Paquetá.