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Alisson explica como Carlo Ancelotti "transformou" a seleção brasileira após um "período muito difícil"
Uma nova era de tranquilidade sob o comando de Ancelotti
Ancelotti está prestes a fazer história neste sábado como o primeiro técnico estrangeiro a comandar o Brasil em uma Copa do Mundo, e a recepção interna à sua nomeação tem sido extremamente positiva. Tendo assumido o comando da Seleção em maio de 2025, esta marca a primeira experiência internacional de Ancelotti como técnico em tempo integral. Falando da base de treinamento da equipe em Basking Ridge, Alisson destacou a mudança psicológica desde a chegada do italiano.
“É inegável que o último período foi muito difícil para nós, jogadores. Sentimos na pele as dificuldades que enfrentamos, devido a vários fatores. Desde a chegada de Ancelotti, o ambiente se transformou. Ele tem uma presença forte e nos proporciona a tranquilidade de um ambiente focado no trabalho, sem controvérsias”, disse o goleiro do Liverpool aos repórteres.
AFPA direção e a pressão da Seleção
O experiente técnico assumiu o comando em um momento em que a classificação do Brasil para o torneio de 2026 parecia, de forma atípica, instável. Alisson, que se prepara para sua terceira Copa do Mundo consecutiva como titular indiscutível da seleção brasileira — que está no Grupo C ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia —, acredita que a combinação única de humildade e conhecimento tático de alto nível de Ancelotti tem sido o catalisador da recente recuperação da equipe.
"Ele é resiliente, humilde e tem inteligência para escolher as palavras certas na hora certa. É um grande técnico. Tem uma visão clara do futebol, o que facilita nosso estilo de jogo. Essas combinações favorecem a equipe. Vejo sua alegria e gratidão por ser o técnico da Seleção”, acrescentou Alisson. Ele chegou até a comparar o cargo a um cargo político: “Ele é um multicampeão, mas demonstra isso. Dá para perceber. Nós também percebemos. Ele conquistou tudo no futebol e está aqui com alegria e entusiasmo. Sua posição talvez tenha mais pressão do que ser presidente do país, em seus níveis.”
AFPA influência de um mentor lendário
Enquanto Ancelotti cuida da filosofia geral, Alisson também reservou um momento para agradecer ao seu treinador de goleiros de longa data e ídolo de infância, Claudio Taffarel. O campeão da Copa do Mundo de 1994 tem sido uma presença constante na carreira de Alisson, tanto no âmbito internacional quanto durante o tempo que passaram juntos em Anfield, servindo como um elo vital com o passado de glórias do Brasil.
“Uma das lembranças mais vívidas que tenho, aos seis anos de idade, é a semifinal contra a Holanda [em 1998]. Meu pai fez uma brincadeira quando Taffarel defendeu o pênalti. Ele pegou um bolo e jogou na própria cara. Acho que é por isso que ficou tão marcada”, relembrou Alisson. “É um privilégio trabalhar com Taffarel, um ídolo, inspiração e referência para tantos brasileiros que queriam ser goleiros. Na infância, era só dizer: ‘Taffareeel...’. Ele nos sustenta nos momentos difíceis, deixou um legado que vai além do que fez como jogador. Talvez as pessoas não percebam tanto a importância do Taffarel como treinador de goleiros. Consegui manter um alto nível por tanto tempo porque tenho um treinador qualificado como ele.”
AFPBrasil busca a sexta estrela
O Brasil chega ao torneio com um novo ânimo após o “período difícil” mencionado pelo goleiro. A Seleção está desesperada para quebrar o jejum recente, tendo sido eliminada nas quartas de final nas duas últimas Copas do Mundo e não conquistando o troféu desde 2002. A equipe enfrentará o Marrocos na estreia do grupo neste sábado, seguido por partidas contra o Haiti e a Escócia, na busca pelo sexto título mundial, que ampliaria o recorde.
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