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Alisson cobra defesa da seleção e rebate críticas: "Sou o meu maior crítico"

A um dia da estreia do Brasil na Copa do Mundo, Alisson foi o escolhido para conceder entrevista coletiva e abordou um dos temas que mais preocupam a comissão técnica de Carlo Ancelotti: a instabilidade defensiva apresentada pela seleção nos amistosos preparatórios para o torneio.

A equipe brasileira sofreu gols em todos os quatro amistosos disputados em 2026, incluindo três nos dois últimos compromissos antes da competição. Titular absoluto da meta brasileira, o goleiro do Liverpool reconheceu o desconforto causado pelos números, mas ressaltou que os erros identificados serviram como aprendizado para o momento mais importante da temporada.

  • Brazil v Panama - International FriendlyGetty Images Sport

    Alisson cobra postura defensiva e exige mentalidade vencedora

    Conhecido pelo perfil exigente, Alisson deixou claro que não se conforma com gols sofridos e acredita que equipes campeãs precisam desenvolver uma cultura de intolerância aos erros defensivos.

    "O adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol", afirmou o camisa 1, ao destacar que é o primeiro a deixar o campo insatisfeito quando a equipe é vazada.

    Segundo o goleiro, a comissão técnica utilizou os amistosos justamente para testar alternativas e corrigir falhas antes da Copa do Mundo. Para ele, dois dos três gols sofridos nos últimos jogos poderiam ter sido evitados, algo que já foi debatido internamente entre atletas e comissão.

    Alisson destacou ainda que a seleção busca construir uma defesa sólida e coletiva, capaz de sustentar a equipe em uma competição de tiro curto: "A gente quer uma equipe que defende junto, totalmente focada em não sofrer gols. Depois sabemos que vamos criar oportunidades na frente".

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  • Brazil v Panama - International FriendlyGetty Images Sport

    Erros nos amistosos viram aprendizado para a Copa

    Apesar das críticas geradas pelos resultados recentes, o goleiro preferiu enxergar os problemas apresentados nos amistosos como uma oportunidade de evolução.

    Para Alisson, identificar vulnerabilidades antes do início da Copa do Mundo pode evitar que os mesmos erros sejam determinantes durante a campanha.

    "Buscamos olhar também pelo lado positivo que aconteceu nos amistosos para não acontecer na Copa do Mundo. Nos dá oportunidade de corrigir aquilo que tem que ser corrigido".

    O goleiro ressaltou que, muitas vezes, falhas defensivas passam despercebidas quando não resultam em gol, mas ganham a devida atenção quando geram consequências diretas no placar.

  • Brazil Training CampGetty Images Sport

    Marca histórica reforça orgulho de vestir a camisa da seleção

    A Copa do Mundo de 2026 também será especial para Alisson por outro motivo. O arqueiro chegará ao terceiro Mundial consecutivo como titular da seleção brasileira, tornando-se o goleiro brasileiro com mais participações em Copas do Mundo nesta condição.

    A marca o coloca ao lado de nomes históricos da posição, como Taffarel, seu ídolo de infância, e Gylmar dos Santos Neves, bicampeão mundial em 1958 e 1962.

    "Se for dizer uma palavra para definir o sentimento é honra. Poder estar junto com esses gigantes da história da seleção brasileira é um privilégio".

    O goleiro também relembrou os tempos de infância, quando acompanhava as Copas pela televisão e via a possibilidade de defender o Brasil como um sonho distante.

    "Hoje, quando paro para pensar, é um privilégio e uma bênção disputar uma Copa do Mundo com a camisa da maior seleção".

  • Brazil Training CampGetty Images Sport

    Ambiente mudou com a chegada de Ancelotti

    Ao comparar o atual ciclo com as preparações para os Mundiais de 2018 e 2022, Alisson admitiu que os últimos anos foram especialmente turbulentos para a seleção.

    Sem entrar em detalhes sobre os problemas enfrentados, o goleiro destacou que o cenário mudou significativamente desde a chegada de Carlo Ancelotti ao comando da equipe.

    "É inegável que esse último período foi muito difícil. Sentimos na pele a dificuldade que tivemos por vários fatores".

    Segundo ele, o treinador italiano trouxe estabilidade ao ambiente e permitiu que o foco voltasse integralmente para o futebol: "Desde a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele carrega uma presença muito forte e nos dá essa tranquilidade de um ambiente focado no trabalho, sem polêmicas ou outras questões".

    Para Alisson, mais importante do que analisar as dificuldades do passado é observar o momento atual vivido pela equipe às vésperas da estreia.

  • FBL-WC-2026-TRAINING-BRAAFP

    "Sou o meu maior crítico"

    Um dos principais líderes do elenco, Alisson também falou sobre as críticas recebidas ao longo do ciclo, especialmente após eliminações em Copas do Mundo e lances que seguem sendo lembrados por parte da torcida.

    Questionado sobre cobranças relacionadas ao gol marcado por Kevin De Bruyne na Copa de 2018 e pela eliminação para a Croácia em 2022, o goleiro tratou o tema com naturalidade: "As cobranças são naturais. Injustas ou não, faz parte do futebol e do pacote que é vestir essa camisa".

    Na sequência, rebateu a ideia de que as críticas externas sejam mais severas do que sua própria análise: "Sou o meu maior crítico. Ninguém vai me criticar mais do que eu. Porém, a minha crítica é em fatos do dia a dia, leitura técnica e psicológica. Ninguém me conhece mais do que eu".

    Alisson destacou ainda a confiança recebida de profissionais que o acompanham diariamente, como Taffarel e os treinadores da seleção, e reforçou que sua avaliação pessoal está baseada no trabalho desenvolvido ao longo dos anos.

  • Brazil v Paraguay - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    Passado não assombra e foco está no objetivo final

    Embora reconheça que derrotas em Copas do Mundo deixam marcas, Alisson afirmou que não permite que lembranças negativas interfiram em sua confiança.

    Para o goleiro, o futebol exige capacidade de seguir em frente rapidamente, sem ficar preso a erros ou frustrações do passado: "Quando se perde uma Copa do Mundo não se perde por causa de um jogador. Temos a responsabilidade compartilhada aqui".

    Ele também afirmou que comentários sobre lances antigos não afetam sua convicção de estar realizando o trabalho correto: "Isso de maneira nenhuma me assombra ou tira minha confiança de que estou fazendo o trabalho da maneira certa".

    Por fim, o camisa 1 reconheceu que todo goleiro convive com a sensação de que poderia ter feito algo diferente em determinados lances, mas defendeu a importância de confiar no processo e no trabalho realizado.

    "O que mais me incomoda de tudo isso é não ter vencido. Temos qualidade e confiança para representar a seleção brasileira. O objetivo principal é vencer".