Xabi Alonso, ex-meia do Real Madrid, disse que Lionel Messi fez "muito dano" e revelou uma conversa que teve com José Mourinho e Sergio Ramos em que planejaram como controlar o atacante do Barcelona.
Em entrevista ao portal Ecos da bola, o espanhol revelou: "Messi me causa muito dano, sofri muito. Nos fez bater a cabeça".
"Falávamos muito com Mourinho e com Sergio ramos. Como estava nos causando dano? Como podíamos controlá-lo? Jogava Messi e, por trás, pela meia direita, Xavi. Eles provocavam. Xavi lançava a bola, eu ia, Messi entrava nas minhas costas e Sergio Ramos saía de seu lugar por causa dele, e nos esmagava", adicionou.
Xabi contou como os Merengues começaram a controlar o camisa 10 rival. "Só começamos a controlar Messi quando eu ia, e não Sergio. Xavi tentava fazer com que saísse da minha posição, como habitualmente, mas não largava Messi e assim o Sérgio Ramos não tinha de sair. A partir daí passamos a controlar bem melhor o jogo, mas sacrificamos alguns metros para priorizar Messi. Quando fizemos isso os clássicos passaram a ser equilibrados", explicou.
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O ex-jogador, que foi campeão do mundo com a Espanha em 2010, reconheceu que o famoso 5 a 0 no Camp Nou causou mudanças. "Neste momento não estávamos a nível de compertir contra aquele Barcelona. Mas no ano seguinte já notamos que sim, podíamos. Contra o Barça em geral. Passamos a ter um jogo muito mais dominante. Nas finais de 2011 estávamos em grande momento. Sabíamos: em quatro jogadas éramos capazes de acabar com qualquer jogo. Era como ir ao parque de diversões", recordou.
"Também havia fases em que não éramos dominantes mas o controle também era nosso. Por exemplo, havia a sensação de que cada escanteio contra era mais uma chance de gol a nosso favor do que para nosso rival. Como saíamos... com Ozil, que parecia fraco, mas tinha uma arrancada brutal de 30 metros, Cristiano Ronaldo corria para o lado atravessando todo o campo sabendo que no final a Benzema e Bale. Poder puro".
Por fim, Alonso falou sobre a experiência de ter sido comandado por Pep Guardiola. "Jogávamos 90 minutos no campo adversário. Não cobria tantas distâncias, guardava minha posição e fazia esforços medidos. Nos meus últimos anos, isso me caiu muito bem. Aprendi muito. Foi enriquecedor".




