Poucas horas antes do confronto contra a Holanda nesta noite de segunda-feira, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, Mohamed Wahbi, técnico da seleção marroquina, optou pela resposta mais simples quando questionado sobre seu plano tático, dizendo apenas: “Minha solução contra a Holanda? É Yassine Bounou”.
Mas Wahbi não se limitou a simplificar as coisas; ele também criticou o novo formato da competição, dizendo: “Será que é o formato ideal? Não tenho certeza. A Escócia não conseguiu calcular os resultados, mas as equipes que disputaram a última partida conseguiram”, acrescentando em tom irônico: “Não existe formato perfeito, exceto a Liga dos Campeões”.
Em resposta às declarações de seu homólogo holandês, Ronald Koeman, que considerou o Marrocos o favorito, Wahbi respondeu com indiferença: “Não me importa. O importante é o que vai acontecer em campo”, elogiando o respeito que a seleção marroquina passou a desfrutar como “fruto de longos anos de trabalho”.
Em um raro momento filosófico, Wahbi alertou para a dificuldade do confronto, dizendo: “Não se tratará apenas de habilidade, força física ou mental, mas de tudo”, antes de abordar a questão dos jogadores marroquinos com nacionalidade holandesa, afirmando: “Eles são marroquinos em primeiro lugar e acima de tudo, e vão querer vencer pelo Marrocos, não para prejudicar a Holanda”.
