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egypt⒞Getty Images

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Vídeo: No coração da ONU... Acalorado debate sobre a imparcialidade da partida entre Egito e Argentina

A polêmica em torno do confronto entre Egito e Argentina na Copa do Mundo de 2026 chegou aos corredores da ONU, depois que a partida se tornou o centro de uma discussão indireta entre a presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, e o ministro egípcio do Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Ahmed Rostom, durante as reuniões de alto nível do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Perbock iniciou seu discurso fazendo referência ao clima da Copa do Mundo, afirmando que o torneio proporcionou lições que vão além dos limites do esporte, antes de citar implicitamente a virada da Argentina como exemplo de não desistência.

Em declarações divulgadas pelas redes sociais do canal Al-Arabiya, ela disse: “Nunca desistam aos 80 minutos, pois quantas partidas pareciam perdidas e viraram o placar aos 90 minutos ou um minuto depois?”, considerando que um único gol no momento certo pode mudar o rumo da partida, assim como objetivos comuns podem mudar o mundo.

Mas o ministro egípcio Ahmed Rostom captou rapidamente a mensagem e respondeu a ela no início de seu discurso com uma mensagem que carregava diferentes conotações, ao dizer: “Como observou a presidente da Assembleia Geral, as lições aprendidas com a Copa do Mundo confirmam que cada minuto tem seu valor. Vamos, portanto, manter o ímpeto até o 79º minuto e além, respeitando as regras do jogo e os princípios da competição leal.”

A menção do ministro às “regras do jogo” e à “competição leal” surgiu em um contexto que trouxe à memória a grande polêmica arbitral que acompanhou o confronto entre Egito e Argentina nas oitavas de final, que testemunhou amplas contestações a uma série de decisões decisivas, o que conferiu às suas palavras uma dimensão que vai além da discussão sobre futebol para enfatizar a importância da justiça na competição.

Rustam concluiu seu discurso afirmando que a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável exige uma cooperação internacional genuína que garanta a igualdade de oportunidades entre todos os países, sem deixar nenhum povo ou nação à margem do processo de desenvolvimento.

A menção à partida na ONU deveu-se aos acontecimentos excepcionais que ela trouxe, já que a seleção egípcia estava à frente por dois gols a zero até os 79 minutos, após um gol de Yasser Ibrahim no primeiro tempo e a ampliação do placar por Mustafa Zico aos 67 minutos, apesar de Lionel Messi ter perdido um pênalti e do goleiro Mustafa Shubair ter se destacado.

No entanto, a Argentina virou o jogo ao marcar três gols consecutivos: primeiro com Cristian Romero, aos 79 minutos, depois com Messi, aos 83, antes de Enzo Fernández marcar o gol da vitória nos acréscimos.

A partida foi marcada por grande polêmica arbitral após a anulação de um gol egípcio por falta no início da jogada e a recusa em marcar um pênalti para Mohamed Salah nos minutos finais, o que levou a Federação Egípcia a questionar a imparcialidade das decisões arbitrais e gerou um debate internacional que se estendeu para além dos campos de futebol.

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