O Comitê Técnico de Arbitragem da Federação Espanhola de Futebol respondeu ao português José Mourinho, técnico do Real Madrid, após a polêmica que surgiu na sequência da derrota do time merengue para o Real Bétis por 1 a 0.
Em entrevista coletiva ontem, segunda-feira, Mourinho questionou e criticou Iglesias Villanueva, o árbitro responsável pela tecnologia do árbitro assistente de vídeo (VAR) na partida entre Real Madrid e Real Bétis: "Por que o pênalti contra o Bétis não foi cobrado novamente? É porque o árbitro assistente de vídeo não conhecia as regras? Ou porque não quis fazê-lo?".
Mbappé desperdiçou um pênalti para o Real Madrid, e o time merengue reivindicou a repetição da cobrança sob o argumento de que um dos jogadores do Bétis havia entrado na área antes da execução, o que não foi atendido pelo árbitro.
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O Comitê Técnico de Arbitragem afirmou, em sua análise dos lances de arbitragem desta rodada por meio do programa "Tempo de Revisão": "Mbappé cobra o pênalti, e Vieites faz a defesa; em seguida, Bartra avança sobre a bola no rebote e a afasta para escanteio. No momento em que a bola foi chutada, um dos pés de Bartra estava no ar e o outro tocava o solo".
E acrescentou, comentando a decisão do Conselho da Associação Internacional de Futebol: "Se o jogador estiver no ar no momento da cobrança do pênalti, sua posição é determinada com base na posição prevista de seus pés caso estivessem tocando o solo. A regra do 'no ar' só se aplica quando todo o corpo está elevado do solo".
Por essa razão, o comitê entende que o árbitro assistente de vídeo (VAR) estava correto ao não determinar a repetição da cobrança do pênalti: "Bartra não estava no ar porque um de seus pés tocava o solo. Ele também não pisou no arco da grande área. Bartra não cometeu nenhuma infração. A cobrança do pênalti não deve ser repetida. É a decisão correta do árbitro e do árbitro assistente de vídeo".

