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Inside Brazil's Main Training Camp for FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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Vídeo analítico... Henry critica duramente Ronaldo com palavras duras

O francês Thierry Henry, ex-jogador do Arsenal e do Barcelona, fez uma crítica severa a Cristiano Ronaldo, capitão da seleção de Portugal, após o empate (1 a 1) contra a República Democrática do Congo, na noite de ontem, quarta-feira, na primeira rodada do Grupo 11 das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

Em sua análise do desempenho do astro português, Henry explicou que Ronaldo prejudicou a coesão coletiva da equipe, observando que ele parecia mais preocupado em marcar um gol individual do que em ajudar a Portugal a construir jogadas de ataque fluidas e eficazes.

Após um dia emocionante, em que Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland dominaram as manchetes com gols espetaculares, Henry observou que o astro português entrou em campo ansioso para igualar seus rivais, uma mentalidade que acabou afetando seu processo de tomada de decisões.

Durante sua entrevista na cobertura pós-jogo da rede “Fox”, o lenda do Arsenal e do Barcelona não hesitou em dirigir críticas contundentes a Ronaldo, dizendo: “Há uma coisa importante: é a equipe que precisa marcar. Não é você que precisa marcar. Como ele quer marcar, ele intercepta o passe para trás; vocês veem os dois jogadores, e isso facilita a defesa. É isso que quero dizer: é a equipe que precisa marcar. Não é você.”

Segundo o jornal “Marca”, Henry analisou várias jogadas de ataque, explicando como os movimentos de Ronaldo, na verdade, acabaram reduzindo os espaços para seus companheiros, em vez de criá-los.

Mais especificamente, ele destacou como o posicionamento do jogador de 41 anos atrapalhou Bruno Fernandes, o principal motor criativo da seleção portuguesa.

Henri disse em sua análise, segundo o jornal “Mirror”: “Veja aqui. A bola está com a Portugal, e Conceição vai recebê-la. Cristiano Ronaldo já passou por essa situação várias vezes. Se ele fizesse aquela arrancada (na direção oposta à bola), forçaria o zagueiro a tomar a decisão de fechar aquela área. Mas, como ele quer marcar, acaba ocupando o espaço de Bruno Fernandes”.

E continuou: “Se ele fosse para aquela área estreita — já passou por essa situação antes —, o zagueiro teria que acompanhá-lo, e se tornaria um gol fácil (com um toque) para Bruno Fernandes. Mas, como quer marcar, ele corta a trajetória do passe para trás, os jogadores percebem, e fica mais fácil para a defesa interceptar a bola”.

E completou: “Você viu a reação de Bruno Fernandes ali, como se ele dissesse: ‘Deixe a bola rolar, corra, crie espaço para que eu possa mandá-la para o fundo da rede’. Isso não aconteceu”.

Para Henry, o problema principal não é apenas uma seca temporária de gols; é uma falha sistêmica na forma como a Portugal constrói seu ataque quando todo o sistema é forçado a girar em torno de um único astro.





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