A Federação Argentina de Futebol anunciou a implementação de um novo regulamento rigoroso que proíbe os jogadores que deixam o país para atuar em clubes no exterior, sem terem assinado contratos profissionais no país, de representarem as seleções nacionais.
De acordo com o site “sportbible”, essa decisão teria impedido o lendário Lionel Messi de jogar pela seleção argentina se tivesse sido aplicada anteriormente.
Essa decisão surge no momento em que os campeões mundiais se classificaram para as semifinais, onde enfrentarão a Inglaterra em Atlanta, após a vitória sobre a Suíça por 3 a 1 na prorrogação. A seleção argentina busca conquistar o título da Copa do Mundo pela quarta vez em sua história, liderada por seu astro Lionel Messi, que marcou 8 gols em sua sexta participação recorde no torneio.
Messi estreou-se na Copa do Mundo há 20 anos, conseguindo bater o recorde de 21 gols na história da competição; no entanto, de acordo com essa regra peculiar, ele não teria alcançado esse feito com a Argentina se fosse um jogador em ascensão atualmente.
A Federação Argentina confirmou que a nova política, anunciada em fevereiro passado, proíbe a convocação de qualquer jogador para as seleções nacionais caso ele se transfira para o exterior sem ter assinado um contrato profissional em seu país natal, a Argentina, com o objetivo de proteger os clubes locais diante da saída de seus jovens talentos.
As leis na Argentina permitem que os jogadores assinem contratos profissionais ao completarem 16 anos, e a medida da Federação Argentina de proibir as convocações surgiu devido a vários casos recentes em que foi aplicada a lei da “autoridade parental” no país, que concede aos pais total autoridade para decidir sobre o destino do primeiro contrato profissional do jogador, o que faz com que o clube responsável pela formação e desenvolvimento do talento receba apenas uma taxa de formação, em vez do valor total da transação de transferência.
Os dirigentes da Federação Argentina buscam coibir esse fenômeno. Javier Méndez Cartier, diretor das seleções juvenis da Federação Argentina de Futebol, declarou: “Por decisão do nosso presidente e de sua comissão executiva, a diretoria da Federação Argentina busca sempre defender os interesses dos clubes que formam os jogadores. Qualquer pessoa que não compreenda isso e opte por usar os direitos parentais para a transferência não será convocada para nenhuma seleção nacional.”
Messi cresceu nas categorias de base do Newell’s Old Boys, em Rosário, antes de ingressar na famosa academia “La Masia”, do Barcelona, aos 13 anos — uma transferência que, se ocorresse hoje, o impediria definitivamente de representar seu país.
Esse cenário também se aplica a Emiliano Martínez, goleiro da Argentina, que deixou a base do Independiente para assinar com o Arsenal, da Inglaterra, em 2010, sem ter um contrato profissional local.
Da mesma forma, Giuliano Simeone, filho de Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid, ingressou no clube espanhol em 2019 após uma passagem pela academia do River Plate, sem ter assinado um contrato profissional na Argentina.




