O esperado confronto entre Inglaterra e Gana na noite da próxima terça-feira, no âmbito da Copa do Mundo de 2026, gerou ampla polêmica na Grã-Bretanha quanto à participação do meio-campista ganês Thomas Partey, que enfrenta um processo judicial por suposto estupro e cujo julgamento está marcado para 2027.
O jornal britânico “Daily Mail” revelou que a Federação Inglesa de Futebol decidiu deixar a livre escolha aos jogadores da seleção nacional quanto a cumprimentarem ou não o astro do Villarreal espanhol, após ter avaliado anteriormente a possibilidade de impedi-los de cumprimentá-lo antes da partida.
Essa decisão surge em um momento delicado para a seleção dos “Três Leões”, que busca consolidar sua superioridade após a vitória esmagadora por 4 a 2 sobre a Croácia na partida de estreia, enquanto Parte não participou do primeiro jogo de seu país contra o Panamá, que terminou com uma vitória apertada por 1 a 0, devido à recusa das autoridades canadenses em permitir sua entrada no território canadense.
O caso ganha ainda mais sensibilidade na Grã-Bretanha, que ainda vive as repercussões do escândalo envolvendo Mason Greenwood, onde o jornal “The Times” alertou contra a participação de jogadores acusados de estupro no torneio mundial, citando Partey e o marroquino Achraf Hakimi, enquanto jogadores como Declan Rice e Bukayo Saka, ex-companheiros de Partey no Arsenal entre 2020 e 2025, correm o risco de sofrer críticas severas da opinião pública caso demonstrem qualquer simpatia pelo jogador ganês.
Espera-se que todos os detalhes da partida sejam submetidos a um escrutínio sem precedentes por parte da mídia e da torcida, em um confronto que assume dimensões esportivas, éticas e históricas entre a Inglaterra e sua ex-colônia, cuja seleção conta com vários jogadores que cresceram no Reino Unido
