O presidente norte-americano Donald Trump quebrou o silêncio na noite de segunda-feira para defender com veemência o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, alertando a entidade de que cometeria um "erro grave" caso pense em substituí-lo, em meio a uma crise aguda que ameaça o futuro do dirigente suíço à frente do principal órgão do futebol mundial.
Trump escreveu em sua plataforma "Truth Social": "A Federação Internacional de Futebol (FIFA) cometerá um erro grave se pensar, por qualquer motivo que seja, ainda que por um único instante, em substituir seu presidente Gianni Infantino", descrevendo-o como "extraordinário" e afirmando que ele "comandou a Copa do Mundo mais bem-sucedida", ao alertar que, caso ele parta, "o torneio não será tão bem-sucedido ou lucrativo assim novamente".
A intervenção da Casa Branca ocorreu num momento em que a popularidade de Infantino cai de forma acentuada, em razão da polêmica em torno de seu controverso plano de abrir as portas da FIFA a investidores do setor privado, uma tentativa que fracassou e acirrou uma crise de confiança dentro do sistema do futebol mundial.
Numa tentativa de forçá-lo a deixar o cargo, três das mais poderosas confederações continentais — a europeia (UEFA), a norte-americana (CONCACAF) e a asiática — divulgaram na segunda-feira uma carta aberta conjunta, por meio da qual buscaram mobilizar a "família do futebol" em favor de sua causa, em meio a uma profunda divisão sobre o desfecho da crise.
Sem citar o nome de Infantino explicitamente, as três confederações ignoraram suas tentativas de salvar o cargo, um cargo que, poucas semanas atrás, parecia caminhar rumo a uma reeleição tranquila em março de 2027, sobretudo após o sucesso financeiro previsto para a Copa do Mundo de 2026.
A relação estreita entre Trump e Infantino remonta a dezembro de 2025, quando o presidente da FIFA concedeu ao presidente norte-americano o "Prêmio da Paz da FIFA", criado especialmente para essa ocasião, no âmbito dos preparativos para a Copa do Mundo de 2026, sediada pelos Estados Unidos, pelo México e pelo Canadá.
