O Brasil era tido com amplo favorito para o duelo de mata-mata da Copa do Mundo de 1990 contra uma Argentina claudicante, que não havia ainda convencido por causa do seu futebol como equipe, e nem pelo desempenho de sua principal estrela e camisa 10, Diego Maradona.
Semelhanças em relação ao cenário que a gente vê antes desta semifinal de Copa América 2019? Não para Mauro Galvão, zagueiro que estava em campo naquele duelo realizado décadas atrás e decidido justamente pelo brilho individual de Maradona em um triunfo por 1 a 0 com gol de Claudio Caniggia.
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Para o ex-zagueiro, a grande lição para a seleção brasileira está nas dificuldades contra o Paraguai. De semelhanças, apenas a clássica: a camisa 10 da Argentina, hoje às costas de Messi, pode decidir se tiver espaço.
Getty ImagesMessi não faz boa Copa América no Brasil (Foto: Getty Images)
"São sempre jogadores que podem desequilibrar a qualquer momento. Jogadores acima da média e que têm que ser marcados. Você nunca pode deixar muito espaço, que aí é o momento em que eles podem criar uma situação de gol, como aconteceu em 90, né?”, disse para a Goal Brasil.
“O Canniggia fez o gol (após bela jogada de Maradona). O Messi tem a mesma qualidade, é um jogador que eu acho que talvez jogue mais para a equipe, na comparação com o Maradona. Mas acho que são dois jogadores fora de série que têm que ser bem marcados. O Brasil não pode dar esse espaço para o Messi em que ele pode resolver o jogo em qualquer momento. Mas a gente confia que a seleção brasileira sabe disso e vai, com certeza, ter uma atenção especial com ele".
