O Botafogo foi derrotado por 3 a 0 pelo Internacional no último sábado (24), no Beira-Rio, pela 32ª rodada do Brasileirão. Após o resultado, o técnico Tite reconheceu que a equipe teve uma atuação abaixo do esperado e cobrou uma postura mais competitiva para os próximos compromissos. Em cinco jogos desde que assumiu o comando do Glorioso, o treinador soma três derrotas, um empate e uma vitória.
Na entrevista coletiva após a partida, Tite admitiu a superioridade do adversário e destacou as dificuldades apresentadas pelo Alvinegro, principalmente no primeiro tempo. O comandante reconheceu que o placar poderia ter sido menos elástico, mas ressaltou a necessidade de melhorar o desempenho coletivo.
“Nós estivemos muito abaixo daquilo que a gente pode render. O Inter foi merecedor da vitória, talvez não com um placar dilatado com dois tempos distintos. Mas um primeiro tempo abaixo daquilo que podemos produzir. E nisso buscar também, há momentos que temos que nos tornar uma equipe mais competitiva. Esse é um aspecto importante que levamos em relação a esse jogo”, afirmou.
O treinador também explicou que o desempenho individual dos jogadores depende do funcionamento da equipe como um todo. Ao comentar a participação do volante Danilo e do atacante Tiquinho Soares, Tite argumentou que não faz sentido cobrar o destaque de atletas quando o coletivo não apresenta um bom rendimento.
“Tu vês como a situação é de contexto. Quando o técnico pega a individualidade do atleta para dizer: ‘Pô, isso podia ser dessa forma’, é porque o conjunto da obra foi menos. Se tivéssemos feito um primeiro tempo diferente, um segundo tempo melhor, aí iriam aparecer Danilo, Tiquinho. Não entendo futebol assim. Se o futebol coletivo não está legal, a individualidade não vai aparecer”, declarou.
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Ao avaliar o momento do Botafogo no Brasileirão, Tite reconheceu que o clube tem uma história de protagonismo e ambição por títulos, mas destacou que a equipe passa por um processo de reestruturação. O técnico afirmou que a formação do elenco exige tempo e que o objetivo imediato é conquistar resultados para melhorar a situação na tabela.
“A grandeza do Botafogo é, assim como o Internacional, sempre estar brigando por títulos. Pela história do Botafogo, pela história recente, pelo título da Libertadores, eu tenho essa consciência toda. Mas também tenho a consciência de que é um momento, em termos de clube e equipe, de reestruturação”, disse.
O comandante acrescentou que a presença de jogadores recém-chegados dificulta a construção de uma equipe competitiva de forma imediata e reforçou a importância de evoluir a cada rodada. Só na última janela de transferência, foram nove novas contratações.
“Existem atletas há muito pouco tempo aqui, montando essa equipe. Você não estala os dedos em um campeonato difícil como esse. A gente vai fazer a cada jogo, quer buscar a cada jogo o melhor resultado e passar dessa situação que uma série de equipes está. Enquanto não estiver numa situação mais tranquila na tabela para almejar situações melhores”, completou.
O Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (28), quando enfrenta o Remo, às 21h30, no Mangueirão, em Belém, pela 33ª rodada. A equipe carioca ocupa a 11ª colocação, com 39 pontos, e busca a recuperação para se afastar da parte inferior da tabela e encerrar a temporada em uma posição mais confortável.



