No dia 21 de abril de 2006, Telê Santana falecia, aos 74 anos. Mesmo passados 14 anos de sua morte, o Mestre Telê segue considerado como um dos mais importantes nomes do futebol brasileiro.
Ex-jogador do Fluminense nas décadas 1950 e 1960, o ponta-direita apelidado de Fio de Esperança, após um concurso feito pelo Jornal dos Sports, transformou-se em um dos principais treinadores brasileiros a partir de 1971.
Vale ainda destacar que, em 2019, Telê foi apontado como o 35º melhor técnico de futebol do mundo, de acordo com lista publicada pela revista francesa France Football, que escolheu os 50 maiores nomes da história.
Confira os números de Telê Santana como técnico!
COMO FOI TELÊ SANTANA NO FLUMINENSE?

Foto: Telê também brilhou como jogador com a camisa do Fluminense, seu time de coração / Foto: Reprodução
Após encerrar a sua carreira com jogador, Telê Santana acabou marcando o seu nome também como técnico. A carreira foi iniciada com o time tricolor juvenil, atual juniores, em 1968, sendo campeão carioca.
No ano seguinte, foi promovido para a equipe principal, onde seria campeão nacional em 1970, no Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
TÍTULOS COMO TREINADOR DO FLUMINENSE
- Taça Guanabara de 1969
- Campeonato Carioca de 1969
COMO FOI TELÊ SANTANA NO ATLÉTICO-MG?

Foto: Atlético-MG / Divulgação
Após ser desligado do Fluminense, recebeu o convite para comandar o Atlético-MG, e foi ali que conquistou o seu primeiro importante título comandando um time: o Campeonato Brasileiro de 1971 - até hoje o único da história do clube.
A partir daí Telê foi sendo cada vez mais respeitado como um treinador de ponta do futebol brasileiro.
Voltaria para mais duas passagens (1973-75 e 1987-88), com mais um troféu estadual e o recorde de 434 jogos à frente do Atlético.
TÍTULOS COMO TREINADOR DO ATLÉTICO-MG
- Campeonato Mineiro de 1970 e 1988
- Campeonato Brasileiro de 1971
COMO FOI TELÊ SANTANA NO GRÊMIO?
Telê foi recepcionado com grande festa pelos torcedores do Grêmio em setembro de 1976. Foi sob seu comando que o Tricolor retomou a hegemonia do Campeonato Gaúcho após oito anos de domínio do Internacional. No Olímpico, permaneceu até o fim de 1978.
No Grêmio, Telê trabalhou em 175 jogos, com 102 vitórias e apenas 24 derrotas. Em Gre-Nais, obteve sete vitórias, cinco empates e seis derrotas em 18 partidas, e chegou a ficar invicto por sete clássicos, entre junho de 1977 e setembro de 1978.
TÍTULO COMO TREINADOR DO GRÊMIO
- Campeonato Gaúcho de 1977
COMO FOI TELÊ SANTANA NO PALMEIRAS?
Antes de chegar à Seleção Brasileira, Telê realizou um excelente trabalho no Palmeiras em 1979. Apesar de não ter conquistado títulos no Verdão, montou um time de respeito que chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro.
A sua segunda passagem ocorreu em 1989, mas foi demitido após fracasso no Paulistão de 90.
COMO FOI TELÊ SANTANA NO SÃO PAULO?
Divulgação São Paulo
Telê com elenco do São Paulo durante comemoração / Foto: Divulgação São Paulo
Após deixar o Verdão em 1990, assumiu o comando do São Paulo no lugar do uruguaio Pablo Justo Forlan, e gravou o seu nome na história do clube após conquistar duas vezes a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes. Até hoje o seu nome é entoado pelos torcedores.
Com isso, Telê calava definitivamente os críticos que o chamavam de "pé-frio" após o Mundial de 1986.
O técnico trabalhou no São Paulo até 1996, quando foi obrigado a se afastar por problemas de saúde.
TÍTULOS COMO TREINADOR DO SÃO PAULO
- Copa Intercontinental de 1992 e 1993
- Copa Libertadores de 1992 e 1993
- Supercopa Libertadores de 1993
- Recopa Sul-Americana de 1993 e 1994
- Campeonato Brasileiro de 1991
- Campeonato Paulista de 1991 e 1992
COMO FOI TELÊ SANTANA NA SELEÇÃO BRASILEIRA?

Foto: Getty Images
Foram duas as passagens pela seleção. Na primeira, marcou época com o time que disputou a Copa de 1982, na Espanha, quando classificou o Brasil para o Mundial. Este time, considerado uma das melhores equipes de todos os tempos, repleto de craques, encantou o mundo com seu futebol ofensivo, até tropeçar diante da Itália e ser eliminado.
Em 1983 foi para Arábia Saudita, onde ficou até maio de 1985, sendo campeão do “Campeonato Árabe”, da “Copa do Rei” e da “Copa do Golfo”.
Ele voltaria ao Brasil para reassumir a seleção em 1985 e preparar o time para a Copa de 1986, no México. Classificou-a novamente, mas na Copa, mesmo sem perder (invicto), fazendo 10 gols e sofrendo apenas um, caiu na disputa de pênaltis diante da França, nas quartas de final.
