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Germany v Paraguay: Round Of 32 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

Os técnicos demitidos ou que deixaram o cargo após a eliminação na Copa do Mundo de 2026

As eliminações na Copa do Mundo de 2026 criaram uma longa fila de desempregados. Antes mesmo do fim do torneio, 15 treinadores já deixaram o cargo que ocupavam, o equivalente a quase 30% das seleções participantes. A lista leva em conta apenas saídas já oficializadas pelas federações, e o número ainda vai crescer.

Os últimos a engrossar o grupo foram o croata Zlatko Dalic e o senegalês Pape Thiaw, ambos eliminados nas oitavas de final. Dalic encerrou um ciclo de nove anos à frente da Croácia - tempo em que conduziu o país ao vice-campeonato em 2018 e ao terceiro lugar em 2022, uma das campanhas mais consistentes da história da seleção. Thiaw deixou o Senegal junto de toda a comissão técnica após a federação avaliar que a campanha ficou abaixo do esperado. A seleção africana caiu para a Bélgica de virada, por 3 a 2 na prorrogação, após estar vencendo por 2 a 0 aos 40 minutos do segundo tempo, uma das eliminações mais dolorosas do torneio.

Entre os casos de maior repercussão, Julian Nagelsmann deixou a Alemanha após quase três anos no cargo, com a eliminação para o Paraguai nos pênaltis na segunda fase. A Federação Alemã já iniciou conversas com Jurgen Klopp, atualmente diretor global de futebol da Red Bull, e um acordo está próximo. Dirigentes viajaram a Nova York para se reunir com o treinador, que é o favorito para assumir o posto.

Marcelo Bielsa pediu demissão do Uruguai após a queda na fase de grupos, em meio a polêmicas sobre a gestão do elenco durante o torneio. Estava no cargo desde maio de 2023. Ronald Koeman saiu da Holanda após a eliminação para Marrocos nos pênaltis na segunda fase, citando "coisas mais importantes do que o futebol", uma referência à saúde da esposa. Roberto Martínez deixou Portugal após a derrota para a Espanha nas oitavas e já foi substituído: Jorge Jesus foi apresentado como novo técnico nesta sexta-feira, com contrato até 2030. Javier Aguirre encerrou sua terceira passagem pelo México após a eliminação para a Inglaterra nas oitavas, com Rafa Márquez já anunciado como substituto.

As saídas se espalharam por todas as fases do torneio. Carlos Queiroz deixou Gana após apenas três meses no cargo, pouco depois da eliminação para a Colômbia na segunda fase. Sebastián Beccacece encerrou o contrato com o Equador após a derrota por 2 a 0 para o México, também na segunda fase. Steve Clarke se demitiu da Escócia após seis anos e cerca de 80 jogos à frente da seleção, eliminada na fase de grupos. Miroslav Koubek pediu demissão da Tchéquia cerca de seis meses após assumir o cargo - havia classificado o país na repescagem, mas a equipe não passou da primeira fase. Jamal Sellami deixou a Jordânia após a eliminação nos grupos, encerrando um trabalho que teve como maior feito classificar o país à sua primeira Copa do Mundo da história. Hong Myung-Bo entregou o cargo na Coreia do Sul em meio a ameaças de morte e críticas generalizadas pelo desempenho, a seleção também não passou da fase de grupos.

A Tunísia protagonizou o caso mais inusitado do torneio: trocou de técnico durante a própria Copa. Sabri Lamouchi foi demitido logo após a goleada de 5 a 1 sofrida para a Suécia na estreia, tendo sido contratado apenas no início do ano. Hervé Renard assumiu o comando para as duas partidas restantes da fase de grupos, somou duas derrotas em 19 dias de trabalho e também foi comunicado que não seguiria no cargo. Dois técnicos eliminados pela mesma seleção, na mesma Copa.

A lista ainda vai crescer. Didier Deschamps já anunciou que encerrará seu ciclo de 14 anos à frente da França após o torneio, independentemente do resultado. Mauricio Pochettino, dos Estados Unidos, ficou sem contrato e ainda negocia uma renovação com a federação americana. A tendência é que todos os técnicos que chegaram às quartas de final mantenham seus postos, o que incluiria o alemão Thomas Tuchel, à frente da Inglaterra. Caso os ingleses conquistem o título, Tuchel pode se tornar o primeiro estrangeiro campeão do mundo na história das Copas - feito que nenhum treinador havia alcançado antes.

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