Javier Tebas, presidente da liga espanhola, exigiu a saída do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, ao considerar que a retirada do projeto de venda de participações nas competições da Fifa não é suficiente para encerrar a crise de governança dentro da entidade internacional.
Tebas afirmou neste sábado, por meio de sua conta oficial na plataforma X: "Infantino não deve continuar. A retirada, pela Fifa, de sua proposta sobre a privatização de suas competições é uma boa notícia. Mas seria um erro grave acreditar que o problema relacionado à governança foi resolvido com isso".
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E prosseguiu: "As confederações continentais e federações nacionais, as ligas e os jogadores... não devem se contentar com a retirada dessa proposta e considerar o assunto encerrado. A questão é muito mais profunda".
O presidente da liga espanhola acrescentou: "Já esquecemos a retirada do cartão vermelho após uma intervenção política? E a investigação aberta no Congresso norte-americano, que solicitou o comparecimento de Gianni Infantino por causa de acusações graves? E a retirada das acusações em casos de corrupção históricos dentro da Fifa? E os preços chocantes dos ingressos da Copa do Mundo? E as decisões unilaterais sobre a agenda de partidas internacionais, as novas competições e os formatos dos torneios, que foram aprovados sem um processo real de diálogo e consenso com as partes envolvidas?".
E continuou: "O problema nunca foi uma única proposta. O problema é um modelo de governança que concentra o poder, reduz os freios e contrapesos e marginaliza as partes diretamente afetadas por suas decisões".
Tebas adicionou: "Por tudo isso, acredito que Gianni Infantino não deve continuar à frente da Fifa. O futebol mundial precisa de uma nova liderança que promova uma atualização na governança, recupere a credibilidade institucional e construa as decisões do futuro em consenso com as partes envolvidas, e após avaliar seus impactos esportivos, econômicos e sociais, em vez de impô-las de forma unilateral".
E concluiu: "A retirada de uma única proposta não apaga tudo o que aconteceu. É apenas a ponta do iceberg".
