Javier Tebas acha que Gianni Infantino deve deixar o cargo de presidente da FIFA. O chefe da La Liga, no entanto, teme que o dirigente suíço permaneça, por enquanto, no cargo na federação mundial de futebol.
“Seu tempo na FIFA chegou ao fim. Mas ele conta com o apoio do sistema e das federações. Não há mais o que dizer sobre isso, não é mesmo? Não há candidato adversário, pois ninguém quer se candidatar para depois perder”, suspira Tebas em entrevista à La Gazzetta dello Sport.
Tebas constata que o sistema “está errado” e que, por isso, Infantino pode simplesmente continuar como presidente da FIFA, apesar de a entidade estar “destruindo” o futebol. “A FIFA organiza o que quer e em benefício próprio, não no interesse do futebol”, afirma o presidente da La Liga, colocando grandes questionamentos sobre a forma de agir de Infantino.
“Se a FIFA precisa de um intervalo de 27 minutos, isso simplesmente é implementado. As pausas para hidratação eram apenas para os comerciais, isso era uma mentira. Na La Liga também temos essas pausas, mas somente quando está muito quente. Ora, em alguns estádios havia ar-condicionado. Eu até tive que vestir um suéter”, afirma Tebas.
Tebas não está sozinho em suas críticas a Infantino. Sepp Blatter, que foi presidente da FIFA por 17 anos, também é contundente em relação ao seu antigo empregador.
“A Copa do Mundo mais longa de todos os tempos chegou ao fim, com o campeão certo. Mas, já antes do apito final, o torneio havia perdido sua credibilidade. A política não deve ofuscar o jogo”, escreveu Blatter, preocupado, no X.
“Agora cabe aos torcedores, jogadores e federações nacionais reconquistar o futebol e, sob uma nova liderança, levá-lo de volta às suas raízes”, espera o suíço de 90 anos, ansioso por tempos melhores para o futebol internacional.
