A vitória por 3 a 0 do Dijon sobre o Lille, sábado (16), levou a equipe da casa para a metade de cima na tabela da Ligue 1 francesa pela primeira vez na história. O clube da Borgonha já teve outras três passagens pela elite do país, mas jamais havia escalado até o oitavo lugar.
E o caminho até ali foi construído graças a excelentes exibições dentro de casa, com cinco vitórias nos últimos cinco jogos disputados dentro do estádio Gaston Gerrard. Mas antes de receberem o Lille, a equipe treinada por Olivier Dall’oglio estava preocupada pela ausência do atacante Julio Tavares. Para alegria dos torcedores, quem acabou decidindo foi o jovem Wesley Said.
O atleta de 22 anos foi impressionante. Com apenas 12 minutos, acertou um lindo voleio para abrir o placar e pouco depois aumentou a vantagem para o seu time. O gol contra anotado por Fode Ballo-Touré, que decretou os 3 a 0, quebrou com a sequência de oito tentos feitos por jogadores do Dijon, sendo quatro na conta de Wesley Said.
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O ponteiro, que foi contratado nesta temporada junto ao Rennes, vem impressionando desde novembro: foram quatro gols e duas assistências em seus últimos cinco jogos. A sua exibição contra o Lille talvez tenha sido a melhor de sua carreira, que se iniciou justamente contra o mesmo adversário, quando o então atleta do Rennes tinha 18 anos.
“Não dá para ter certeza de nada nessa vida, mas se ele não conseguir chegar ao profissional eu peço demissão na hora”, afirmou o diretor das categorias de base de sua ex-equipe, Patrick Rapillon.
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Said já havia passado pelo Dijon, por empréstimo, e antes o Rennes ainda o havia enviado para ganhar experiência com o Laval. Mas foi na temporada passada que o meia-atacante começou a mostrar suas verdadeiras qualidades: foram seis gols anotados, considerando todas as competições. O desempenho convenceu o Dijon a gastar €1.5 para contratá-lo em definitivo, já que Lois Diony, destaque dos borgonheses, foi negociado.
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Mas é claro que o fato de já ter conhecido o estilo de jogo da equipe também ajudou Said: “Defensivamente, o treinador nos pede para ajudarmos o time o máximo possível. De colocar um esforço. Mas quando avançamos temos muita liberdade”, disse o jogador.
“Ele nos deixa criar, fez várias contratações para o ataque nesta temporada, mas todos nós temos o mesmo perfil. Somos jogadores que gostamos da bola”, explicou o jogador, que vem deixando a sua marca na seleção francesa Sub-21.
“Eu não sou um atacante obcecado com o número de gols que vou marcar”, admitiu em entrevista para a So Foot, na última temporada. “Mas eu sei que preciso melhorar no meu toque final”. Pelo jeito, Said vem conseguindo essa melhora... e isso dá ao Dijon esperanças de se manter na elite francesa.


