Ronald Koeman admitiu que suas substituições durante a partida da Copa do Mundo contra o Japão não surtiram o efeito desejado. O técnico da seleção holandesa afirmou, na coletiva de imprensa que antecedeu o confronto com a Suécia, que, em retrospecto, não conseguiu alcançar o que pretendia com as substituições.
A Holanda parecia, por muito tempo, estar a caminho de uma vitória importante contra o Japão, mas acabou vendo uma vantagem de 2 a 1 escapar nas últimas jogadas. As escolhas de Koeman a partir dos 70 minutos, em especial, geraram polêmica após o jogo.
O técnico decidiu tirar Donyell Malen e Crysencio Summerville de campo e, mais tarde, também substituiu Cody Gakpo. Com isso, o ataque da Seleção Holandesa perdeu muita velocidade, enquanto o Japão, na fase final, ganhou mais espaço para pressionar.
Durante a coletiva de imprensa, perguntaram a Koeman se ele havia avaliado sua política de substituições com o diretor de futebol de alto nível, Nigel de Jong. O técnico deixou claro que mantém contato diário com De Jong, mas não sobre esse assunto específico.
“Converso com o Nigel todos os dias. Mas não pergunto a ele sobre as substituições”, respondeu Koeman. Em seguida, ele admitiu que suas decisões não trouxeram o resultado esperado.
“Eu mesmo percebi que, com essas substituições, não alcançamos o que queríamos”, afirmou o técnico da seleção. Ao colocar em campo, entre outros, Memphis Depay, Teun Koopmeiners e, mais tarde, Brian Brobbey, ele esperava, na verdade, dar mais estabilidade à posse de bola da equipe.
Koeman enfatizou que a lógica por trás das substituições era válida, mas que a execução acabou saindo diferente. Por isso, a Seleção Holandesa não conseguiu manter a vantagem até o fim.
“Tentei explicar quais eram as ideias por trás das substituições, mas isso não teve o impacto que eu esperava para vencer a partida”, concluiu Koeman. “E, nesse caso, a responsabilidade é minha.”
