O espanhol Rodri (30 anos) provou ser exatamente o jogador de que o Barcelona precisava, e isso após atuar como titular apenas uma vez pelo clube, embora não estivesse entre os candidatos previstos.
O diretor esportivo Deco entrou em cena em meio à incerteza do Real Madrid para fechar a contratação de Rodri, num momento em que o Barcelona perseguia a contratação de Julián Álvarez.
Apesar de o custo da operação parecer limitar as chances de contratar um centroavante nato de primeira linha, o Barcelona encerrou o mercado de transferências apostando na autossuficiência e completando o elenco com a chegada de Gabriel Jesus.
O jornal espanhol "Mundo Deportivo" informou que Rodri se apresentou como um jogador capaz de transmitir experiência a um vestiário jovem e de acompanhar Marc Bernal em suas etapas de crescimento e desenvolvimento, algo que Hansi Flick deixou claro na coletiva de imprensa.
Após atuar nas duas primeiras partidas, o treinador decidiu escalar Rodri como titular no estádio de Mestalla, e o jogador entregou uma atuação perfeita e impecável, com a qual derrubou todas as dúvidas sobre sua sintonia com Pedri no âmbito da seleção.
Pedri declarou, ao final da partida: "Sempre se diz que eu e Rodri não funcionamos bem juntos, mas a verdade é que é muito confortável jogar ao lado dele, e vamos nos entender de forma extremamente boa".
Os primeiros minutos do confronto tiveram uma alternância nas distâncias entre Pedri e Rodri; Rodri se posicionava perto das primeiras saídas de bola como regra geral, enquanto Pedri avançava alguns metros em sua zona de intervenção intermediária, sem que isso os impedisse de trocar de funções em alguns lances.
A comunicação constante entre os dois se manteve durante todo o confronto, além do contato de Rodri com os dois zagueiros para calcular as distâncias entre as linhas durante a aplicação da pressão.
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A dupla trocou a busca um pelo outro e o passe direto, sendo Rodri o que mais recebeu passes de Pedri, com 16 passes, enquanto Pedri foi o que mais recebeu de Rodri, com 19 passes.
O Barcelona entra, com Hansi Flick, em sua terceira temporada com o objetivo de levar a equipe à fase de maturidade, depois de ter mostrado voracidade no ataque em sua primeira temporada diante da Europa e de ter mantido a mesma ideia na segunda temporada.
Rodri representa um elemento decisivo nessa evolução; Flick fez uma mensagem de autocrítica em Mestalla, afirmando a necessidade de controlar mais a partida após abrir 5 a 0, com o objetivo de "economizar energia", e também ressaltou, após a vitória sobre o Rayo Vallecano, a importância de dar uma pausa com a bola durante a vantagem no placar, algo para o qual Rodri representa o perfil ideal.
O primeiro tempo teve um lance em que Rodri recebeu a bola de costas para o campo, perto de sua área, e conseguiu mantê-la até girar o corpo e romper a pressão do Valencia com um passe longo.
Rodri representa o equilíbrio exigido por um Barcelona que prefere o jogo veloz; por mais estranho que pareça, o jogador mais tranquilo e que mais controla o ritmo é justamente quem permite aos jogadores de ataque correr de forma melhor, algo que ficou comprovado no gol de Raphinha, resultante de um roubo de bola de Rodri e de um passe no espaço.
Hansi Flick elogiou as qualidades de Rodri, dizendo: "Tudo o que Rodri faz tem sentido", apontando que essa situação é "algo bom para Bernal".
Flick acrescentou: "Rodri é um jogador incrível, não só dentro de campo, mas também no vestiário; ele é um líder de verdade, em toda a extensão da palavra".
Pessoas próximas ao jogador confirmaram que ele precisa de algumas semanas após o início da temporada para atingir os mais altos níveis de ritmo e prontidão, o que faz com que o que ele apresentou em Mestalla seja como a introdução de uma história empolgante, que merece ser acompanhada a cada três dias.

