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Reino Unido: os planos da Fifa caminham para o colapso

O ministro das Finanças britânico, John Healey, afirmou nesta sexta-feira que se orgulha do papel desempenhado pelas autoridades do futebol inglês e europeu ao liderar a oposição aos planos da Federação Internacional de Futebol (Fifa) de vender uma participação ligada à Copa do Mundo a investidores do setor privado, considerando que a proposta parece agora caminhar para o fracasso.

De acordo com a agência Reuters, Healey declarou a jornalistas: "Acredito que os planos da Fifa estão se desmoronando, e tenho muito orgulho de que a Federação Inglesa de Futebol e a Federação Europeia da modalidade (Uefa) tenham liderado a campanha contra a ideia de vender a Copa do Mundo".

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As declarações de Healey surgem em meio à crescente oposição europeia ao plano do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que prevê a criação de uma nova empresa chamada FIFA Forward Enterprise, reunindo as operações comerciais e as operações de organização de torneios da entidade internacional, com a abertura de uma participação a investidores do setor privado.

A Fifa havia anunciado que a nova empresa seria avaliada em cerca de 20 bilhões de dólares, com a possibilidade de captar mais de 4 bilhões de dólares por meio de investimentos privados, enquanto a entidade internacional garante que manterá o controle total sobre a empresa, bem como sobre a governança do futebol, as competições e as decisões esportivas.

O plano provocou a ira da Uefa e das federações europeias, que consideraram que a entrada de investidores privados no valor comercial ligado à Copa do Mundo representa a ultrapassagem de uma linha vermelha.

As federações membros da Uefa ameaçaram não participar das competições da Fifa enquanto a proposta se mantiver, sem abandoná-la e apresentar garantias de que não abrirá a governança da entidade internacional ou suas competições aos interesses privados.

Em contrapartida, a Fifa afirma que o objetivo da criação da FIFA Forward Enterprise é disponibilizar mais de 10 bilhões de dólares para financiar o desenvolvimento do futebol nos próximos anos, com aumento do financiamento destinado às 211 federações nacionais.

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