Reclamações brasileiras lembram início do VAR na Europa

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Reclamações sobre demora na tomada de decisões do VAR, críticas sobre erros que aconteceram mesmo após a revisão do árbitro de vídeo e indecisão sobre o que é um “erro claro” que permitiria que o juiz de campo fosse chamado para uma decisão. Campeonato Paulista? Não, estamos falando sobre a implementação do VAR na Europa.

Nos primeiros meses de VAR na Espanha, em 2018, clubes, jogadores e torcedores reclamaram que as revisões por vídeo estavam deixando o jogo mais longo. Uma pesquisa da FIFA, porém, indica que as ligas que usam o sistema de vídeo costumam usar entre 60 e 90 segundos para tomar uma decisão.

Na Alemanha, o VAR gerou reclamações e questionamentos sobre quando o árbitro de vídeo deveria intervir. Assim como o caso da semifinal entre Palmeiras e São Paulo, a dúvida vinha da terminologia usada pela FIFA. Afinal, o que é um “erro claro e óbvio” que precisa ser impedido e o que é apenas uma interpretação do juiz?

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Embora a Alemanha não possa mudar a letra da lei para resolver essa questão, o país passou a adotar mais transparência para que todos os lados se acostumassem com o VAR. Hoje os estádios usam os telões para informar exatamente o que está sendo revisado e qual a decisão final do árbitro.

Todos os países que adotaram o VAR têm seus exemplos de polêmicas nos primeiros meses de uso. Em Portugal um pênalti dado por toque na mão favoreceu o Porto contra o Belenenses e não convenceu todo mundo, ganhando as manchetes. Na Alemanha, jogadores de Mainz e Freiburg já tinham ido para o vestiário quando o VAR forçou todos a voltarem por um pênalti que tinha passado batido no último lance do primeiro tempo.

O Brasil, nesse caso, não precisa se sentir sozinho. Com o atraso de uma temporada, o país também chegou ao mundo do VAR e vai sofrendo e apanhando com os mesmos problemas do resto do mundo. A CBF e federações estaduais só precisam imitar também os estrangeiros na hora de corrigir essas questões ao longo deste 2019.