
Eles chegaram à Rússia sem receber muita atenção da mídia, sem alarde, mas transmitiram tranquilidade nos treinamentos e consciência da responsabilidade ao falarem do sonho de disputar uma Copa do Mundo por Senegal - apenas a segunda na história do país.
E com um técnico que já fez história com a camisa dos Leões - foi com a equipe até as quartas de final em 2002 -, Senegal passou de um dos times que "corria por fora" no grupo H da Copa do Mundo, à melhor seleção africana até o momento no Mundial, já que foi a única que venceu (ganhou da Polônia por 2 a 1) , além de uma grata surpresa de sua chave.
Apesar de contar com uma equipe forte e rápida, Senegal não tem um time dos mais técnicos. Mas na estreia contra a Polônia mostrou que é um time que obedece as táticas propostas pelo treinador Aliou Cisse.
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(Foto: Getty Images)
Liderada por Sadio Mané, que a todo momento orientava os companheiros em campo, a seleção senegalesa contou com a sorte para abrir o placar com após chute de Gueye que desviou em Cionel. Mas também, diferentemente das demais seleções africanas, se revelou com uma certa malícia e esperteza que garantiram o resultado positivo contra a Polônia (2 a 1).
Ainda em contrapartida às demais equipes africanas, Senegal mostrou serenidade em campo e mesmo quando sofreu um gol já na reta final não caiu em desespero, e soube administrar o placar.
Claro que há aspectos que Aliou Cisse tem de corrigir em sua equipe para tentar repetir o feito que alcançou em 2002, mas é fato que a seleção de Senegal conseguiu "ganhar" os adoradores de futebol pelo seu brilho no olhar, vontade em campo e as costumeiras danças após um triunfo.
Ainda restam dois jogos e não se sabe até onde essa equipe vai. Porém, o desempenho na estreia fizeram com que Senegal passasse a ser vista com outros olhos e o respeito à equipe, com certeza, aumentou.
Senegal volta a campo contra o Japão, no domingo (24), às 12h (de Brasília), pela segunda rodada do grupo H.
