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Bulgária v Inglaterra

Racismo em Bulgária x Inglaterra tem renúncia de presidente que amenizou o caso

12:10 BRT 15/10/2019
England Bulgaria
Depois de suas paralisações no jogo por conta de ofensas racistas, Borislav Mihailov anuncia sua saída da presidência da federação búlgara

Borislav Mihailov anunciou sua renúncia ao cargo de presidente da federação búlgara de futebol após a goleada de 6 a 0 sofrida pelo seu país contra a Inglaterra. Não pelo resultado em si, mas pelo escândalo envolvendo atos racistas durante o jogo, que inclusive causaram a paralisação do jogo duas vezes.

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Os dois atos aconteceram ainda no primeiro tempo. O segundo, mais longo, ficou marcado também por torcedores deixando o estádio em meio às manifestações. Jogadores negros da seleção inglesa eram os alvos de parte dos torcedores presentes no Estádio Vasil Levski, em Sófia, que parcialmente aberto, pois já havia sofrido sanções da UEFA.

Antes do anúncio de sua saída, o Primeiro Ministro do país, Boyko Borisov, já havia demonstrado sua insatisfação com os eventos ocorridos durante a partida. Em uma nota, ele afirmou:

Ordeno Borislav Mihailov a renunciar imediatamente ao cargo de presidente da União Búlgara de Futebol!
Depois da derrota vergonhosa de ontem da seleção nacional búlgara e dos maus resultados do futebol, ordenei ao ministro [da juventude e do esporte] Krasen Kralev que encerrasse qualquer relação com a União Búlgara de Futebol, inclusive financeira, até a renúncia de Borislav Mihailov.
Também condeno veementemente o comportamento de alguns dos presentes no estádio.
É inaceitável que a Bulgária, que é um dos países mais tolerantes do mundo, e onde pessoas de diferentes etnias e religiões vivem em paz, esteja associada ao racismo e à xenofobia.

Bulgária e Inglaterra se enfrentaram em jogo válido pelo grupo A das eliminatórias para a Eurocopa de 2020. A Inglaterra lidera o grupo com 15 pontos (são cinco vitórias em seis jogos) enquanto que a Bulgária está em último com apenas três pontos, vindos de três empates.

O presidente da UEFA Aleksander Ceferin também se pronunciou sobre o ocorrido. Em comunicado, ele condenou o ocorrido e foi além:

"As federações de futebol não vão conseguir resolver sozinhas este problema. Os governos precisam fazer mais neste área. Somente trabalhando juntos, em nome da decência e da honra, vamos conseguir fazer algum progresso. O crescimento do nacionalismo no continente vem dando combustível para este comportamento inaceitável e alguns pensam que a arquibancada de um estádio de futebol é o lugar certo para dar voz a suas visões de mundo assustadoras".