A polêmica sobre quem é o jogador com mais chances de conquistar a Bola de Ouro em 2026 ganhou força, especialmente após a Espanha ter conquistado o título da Copa do Mundo ontem, domingo, ao derrotar a Argentina por 1 a 0 em uma partida que se estendeu por duas prorrogações.
Após a conquista do título mundial pela Espanha, muitos se perguntaram quem seria o jogador mais merecedor da Bola de Ouro deste ano, considerando que Rodri foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2026.
Alguns consideram que Lionel Messi, capitão da Argentina, merece ganhar o prêmio pela nona vez em sua carreira, tendo em vista o desempenho que apresentou na Copa do Mundo, enquanto outros indicaram Kylian Mbappé, após ele ter conquistado os prêmios de artilheiro da Copa do Mundo e a Chuteira de Ouro na última temporada.
Já muitos consideram que os jogadores da Espanha são os mais merecedores do prêmio, com destaque para Lamine Yamal, o jovem astro do Barcelona, ou Fabián Ruiz, que conquistou a Copa do Mundo com a Espanha e a Liga dos Campeões com o Paris Saint-Germain, sendo ele o mais merecedor do prêmio. e a polêmica continuará entre os torcedores de futebol em todo o mundo até o anúncio do vencedor do prêmio.
O Prêmio Bola de Ouro divulgou um comunicado em seu site oficial para responder a essa difícil questão, no qual afirmou: “Após o término da Copa do Mundo, o mesmo velho boato voltou a surgir: que o vencedor da Bola de Ouro é sempre o vencedor da Copa do Mundo. Mas será que isso é realmente verdade?”.
O comunicado acrescentou: “Aqui estamos. A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim, não há mais margem para erros, e os melhores jogadores tiveram que ser decisivos para levar suas seleções até o final da competição. Um desempenho que, naturalmente, aumentaria suas chances de se destacar na próxima edição da Bola de Ouro. Mas será que vencer a Copa do Mundo é um requisito essencial para conquistar o prêmio individual mais prestigiado do mundo do futebol?”.
E continuou: “Para descobrir a verdade, analisamos os dados. Bobby Charlton (1966), Paolo Rossi (1982) e Lothar Matthäus (1990) conquistaram a Copa do Mundo e a Bola de Ouro no mesmo ano. Mas nossa análise se torna mais interessante (e relevante nos dias de hoje) a partir de 1995, ano em que a Bola de Ouro se tornou um prêmio global e deixou de ser exclusivo dos europeus”.
E continuou: “Em 1998, Zinedine Zidane não deixou margem para dúvidas: venceu a Copa do Mundo em casa antes de ser coroado com a Bola de Ouro pouco tempo depois. Quatro anos depois, Ronaldo seguiu seus passos, conquistando o título com o Brasil. Duas vitórias em duas tentativas. Depois, três de três em 2006, com a conquista do zagueiro italiano Fábio Canavaro. Mas é aí que o padrão se interrompe”.
O comunicado continuou: “Em 2010, Lionel Messi, do Barcelona, superou os espanhóis Andrés Iniesta e Xavi, apesar da Espanha ter conquistado a Copa do Mundo. Em 2014, Cristiano Ronaldo superou, da mesma forma, Lionel Messi, vice-campeão da Copa do Mundo, e o alemão Manuel Neuer, vencedor do título. Em 2018, Luka Modrić, vice-campeão pela Croácia, ficou em primeiro lugar, à frente de Cristiano Ronaldo e do francês Antoine Griezmann, o primeiro campeão da Copa do Mundo da edição de 2018 a aparecer no ranking”.
E acrescentou: “Portanto, o campeão mundial só conseguiu conquistar a Bola de Ouro na última Copa do Mundo, no inverno de 2022. Com a vitória pela Argentina, Lionel Messi também conquistou a Bola de Ouro de 2023. Com isso, o número de jogadores que alcançaram essa dupla conquista sobe para sete”.
E o comunicado concluiu: “Mas, desde 1995, quatro dos sete jogadores conseguiram alcançá-la (57%). É verdade que vencer a Copa do Mundo ajuda, mas não garante a conquista da Bola de Ouro. Para ganhá-la, é preciso ser o melhor jogador da temporada, e não apenas da Copa do Mundo”.





