Andrés Cunha será o responsável pela arbitragem do jogo entre França e Bélgica, a primeira semifinal da Copa do Mundo, a ser disputada nesta terça-feira (10), a partir das 15h (de Brasília). O juiz, nascido no Uruguai, estará presente na terceira partida neste Mundial.
Ele já foi o encarregado pelo apito no confronto entre Austrália e a própria França, na primeira rodada do Grupo C e no duelo entre Irã e Espanha, na segunda rodada do Grupo B.
A curiosidade é relacionada com os franceses. Os Bleus, na partida das quartas de final, tiveram em campo um árbitro da Argentina (Néstor Pitana), justamente o país que foi eliminado nas oitavas de final pelos europeus. A coincidência se repete na semifinal, com a presença de Cunha, após os comandados de Didier Deschamps superarem a celeste.
A Goal revela, com detahes, quem é e como foi a carreira do juiz de 41 anos, até chegar ao maior torneio de seleções do mundo.
CONQUISTAS E POLÊMICAS
Ele estreou em 2011, e fez o primeiro jogo internacional em 2014, entre General Díaz, do Paraguai, e Cobresal, do Chile, pela Copa Sul-Americana. No Mundial Sub-20, em 2017, assim como no Mundial de Clubes do mesmo ano, ficou encarregado pelo VAR (árbitro de vídeo).
Aos 41 anos, Cunha tem a oportunidade de ser um dos representantes da CONMEBOL no quadro de arbitragem, ao lado do chileno Julio Bascuñan, o paraguaio Enrique Cáceres, o Argentino Néstor Pitana, o brasileiro Sandro Meira Ricci e o colombiano Wilmar Roldán. O evento mais importante no qual esteve presente foi a Copa América, nas edições de 2015 e 2016.
O uruguaio foi o responsável por validar o gol de mão de Ruidíaz, do Peru, contra o Brasil, na Copa América Centenário. O tento eliminou a equipe, que era comandada por Dunga, da competição. Outra polêmica na carreira envolve a semifinal da Copa Libertadores de 2017. No jogo de volta da semifinal, entre Lanús e River Plate, Andrés cuidou do VAR, mas a partida teve tantos erros de arbitragem, que a honestidade dos juízes foi duramente questionada.

(Foto: Archivo)
CARACTERÍSTICAS
Ao analisar os números de Andrés Cunha, que possui 189 jogos já dirigidos (47 deles em competições internacionais) se percebe que ele é rígido, mas não costuma exagerar nas decisões: ao todo, ele deu 934 cartões amarelos, o que totaliza uma média de 4,94 por jogo. Sobre expulsões, entre vermelhos diretos ou dois amarelos, Cunha já mandou para fora dos gramados 61 jogadores..

