A lenda do futebol francês, Zinedine Zidane, é considerado o principal candidato a assumir o comando da seleção dos Galos, que não conseguiu chegar à final da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, após perder para a Espanha (0 a 2) na semifinal, ontem, terça-feira, no estádio de Dallas.
A seleção francesa disputará a partida pelo terceiro lugar no próximo sábado contra a Inglaterra ou a Argentina, que será a última do técnico Didier Deschamps, após 14 anos no comando da equipe.
De acordo com o site francês “Foot Mercato”, a Federação Francesa de Futebol continua se preparando para a era pós-Deschamps.
Zinédine Zidane continua sendo o principal candidato à sucessão, tendo em vista o desejo do ex-jogador dos Bleus de treinar a seleção, além do grande apoio da torcida de que desfruta e de seu notável histórico como técnico do Real Madrid, time que levou à conquista da Liga dos Campeões três vezes.
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No entanto, há um obstáculo jurídico que pode complicar as negociações, após a recente entrada em vigor, na França, de um novo regulamento para a governança do esporte profissional.
A regulamentação impõe um teto para as remunerações anuais nas federações esportivas, no valor total de 450 mil euros, a menos que a entidade em questão obtenha uma isenção do Ministério do Esporte.
Isso levanta dúvidas, pois Deschamps recebia um salário superior a esse teto, e não se espera que Zidane aceite um contrato com remuneração significativamente inferior à de seu antecessor, o que pode levar a Federação Francesa a solicitar uma isenção oficial para permitir que ele receba um salário mais alto.
A posição do Ministério do Esporte
Por sua vez, a ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, afirmou que o governo não interfere na escolha do técnico da seleção, mas reconheceu que o caso de Zidane representa uma situação especial, o que significa que a concessão de qualquer isenção conferirá ao ministério um papel indireto na conclusão do contrato.
A reportagem acrescentou que esse cenário suscita receios entre alguns observadores, que temem que seja interpretado como uma interferência política nos assuntos da Federação, o que pode não ser visto com bons olhos pela FIFA e pela UEFA, dada a importância que ambas atribuem à independência das federações nacionais.
A Federação Francesa será chamada, nas próximas semanas, a encontrar um equilíbrio entre o cumprimento da nova lei e a garantia de um contrato à altura do prestígio de Zidane, preparando o terreno para o início de uma nova era com os Bleus.
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