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Rene Lucas Pratto Flamengo River Plate 28022018 Copa LibertadoresBuda Mendes/Getty

Pratto fala de responsabilidade no River e analisa favoritos para a Libertadores

Lucas Pratto chegou ao River Plate com a responsabilidade de ser a contratação mais cara da história do futebol argentino, com os Millonarios honrando o apelido para desembolsarem U$ 11,5 milhões [cerca de R$ 44,4 milhões] para tirar o centroavante do São Paulo.

O início, entretanto, não tem sido à altura das gigantes expectativas: em nove jogos disputados, fez apenas um  gol e viu o time enfrentar um período de resultados ruins, mas após três vitórias seguidas – incluindo uma sobre o Boca Juniors – o Urso garantiu que ainda tem muito futebol para entregar em seu novo clube.

Nesta entrevista exclusiva, Pratto fala da responsabilidade, readaptação ao futebol local após um período de lesão no Brasil e garante que não há grandes favoritos para o título da Libertadores da América 2018. Confira abaixo!

Momento atual do time

“Cheguei agora, fazem dois meses. Os outros que façam esse balanço. Por enquanto estou em um momento de readaptação, que acho ter ficado mais difícil por causa dos resultados complicados que tivemos no início”.

Lucas Pratto Velez River Plate Superliga Argentina 24022018 River é apenas o 16º na Superliga Argentina (Foto: Daniel Jayo/Getty Images)

“Agora, depois do clássico que ganhamos, individualmente todos estiveram melhor. Eu vinha de um período parado desde o Campeonato Brasileiro por causa de lesão, não jogava desde o final de novembro, e cheguei ao River com toda essa questão midiática, do preço da contratação. Então, com essas idas e vindas, voltar a competir já de cara foi difícil. Pouco a pouco, e principalmente nesta semana, consegui ficar bem fisicamente”.

Fica chateado quando falam do seu peso?

“Se eu me preocupasse com isso, estaria comendo legumes. Mas eu não faço isso, sigo comendo como sempre. Não me irrito com nada. Caio na gargalhada com alguns memes, o meu irmão me manda e a gente se mija de rir juntos. Depende de como você encara tudo, se a crítica for futebolística eu aceito. Se for com mal intencionada, não dou bola”.

Dificuldades para sair nas noites de Buenos Aires

“Se eu tiver folga no dia seguinte, vou sair... mas algumas vezes as pessoas não entendem. Os meus amigos me dizem que eu posso ‘ ter um dia para faze isso’. E, claro, eu posso fazer, mas não quero ir a um bar e saber que vou precisar ficar olhando para todos os lados para não ser agarrado, e aparecer em uma foto tomando uma cerveja. Nós somos pessoas, e eu também gosto de tomar a minha cerveja, o meu vinho, e eu vou fazer isso. Mas só quando der e tiver tempo. Eu também tenho que respeitar o clube que me contratou, e hoje eu represento um dos maiores clubes da América do Sul e tenho que me cuidar por isso”.

Qual autocrítica faria?

“Que eu preciso melhorar individualmente, é normal, mas com o time melhorando vai dar para encontrar não somente um Pratto, mas uma equipe diferente,  e vou ter mais possibilidades de encontrar o meu melhor nível.

Nós últimos jogos eu consegui encontrar uma regularidade física, e agora tenho que encontrar uma regularidade futebolística, porque obviamente não estou no meu 100%. Mas isso se resolve com confiança, com gols. Espero fazer gols encontrar essa regularidade futebolística para ajudar o time”.

Favoritos na Libertadores

“O Palmeiras tem um bom time, e um treinador que eu conheço [Roger Machado treinou Pratto no Atlético-MG]. São muitos times grandes. O Racing começou bem, mas o Cruzeiro também é um bom time. As equipes do Brasil e Argentina são muito fortes. Não dá para colocar um candidato, no ano passado o Barcelona chegou a uma semifinal e nem era candidato. O Lanús virou um jogo importante contra o River”.

Rene Lucas Pratto Flamengo River Plate 28022018 Copa LibertadoresGetty Pratto, no empate em 2 a 2 com o Flamengo (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

“Sempre aparece um time que, em determinado momento, começa a ganhar e roubar seus pontos. Esse torneio é diferente de tudo, não é igual a Champions, é totalmente diferente de tudo. Nós estamos em um gripo difícil [com Flamengo, Santa Fé e Emelec], e precisamos focar na classificação. Depois, no mata-mata, a gente vê. Esse River se acostumou a jogar este tipo de competição, o mata-mata, mas para chegar tem que classificar primeiro. Precisamos revalidar o ponto conquistado no Brasil, e em casa contra os colombianos”.

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