“Porrador de rua nato”, Romário relembra soco em Simeone e outras confusões

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O Baixinho não ficou marcado apenas pelos títulos importantes e gols históricos marcados ao longo de sua carreira

A carreira de Romário é recheada de momentos épicos e gols, como ficou demonstrado com sua exibição espetacular no caminho para o título mundial da Seleção em 1994. Entretanto, o Baixinho também protagonizou muita polêmica através de suas palavras ou até mesmo de suas ações dentro de campo.

E durante entrevista para o programa Esporte Espetacular, além de ter falado sobre alguns de seus melhores momentos com a bola nos pés, Romário relembrou algumas brigas protagonizadas por ele e que, décadas depois, são lembradas de forma folclórica.

Soco em Simeone

Uma delas aconteceu em jogo em 1994, durante um jogo entre Barcelona e Sevilla. Romário deixou o banco de reservas e não conseguiu não revidar uma provocação do meio-campista argentino, atual treinador do Atlético de Madrid.

O pisão sofrido ainda no meio-campo seria respondido com um soco no rosto do argentino. O lance lhe rendeu um cartão vermelho em duelo que terminou empatado em 0 a 0.

“Entrei no segundo tempo, minha chuteira estava desamarrada. Eu fui amarrar, o cara passou por mim e pisou no meu pé. E aí quando teve o corner eu fiz isso aí. Dei-lhe uma porrada de canhota, o meu forte. Pum! Bateu e dormiu”, explicou o eterno camisa 11.

Voadora e olho inchado

No ano seguinte, 1995, outra briga. Protagonista em um Flamengo cheio de astros, como Sávio e Edmundo, mas que não entregou resultados em campo, Romário correu e armou uma voadora para cima do lateral Flávio Zandoná – que segundos antes havia derrubado Edmundo com uma braçada, em resposta a um tapa na cara dado pelo brasileiro.

“Eu dei a p*rra da voadora no cara, mas o cara não caiu (risos). Fui pra trás esperando reforço, aí chegou a tropa e aí ficou tudo certo. Mas aí dentro desse tumulto aí veio um baixinho, um cara menor que eu, o cara me deu uma botada no olho, mermão. Fiquei quatro dias com o olho inchado. E fui atrás do filho da p*uta e não consegui pegar”, relembrou entre risos.

Aquele jogo, válido pela extinta Supercopa Libertadores, terminou com vitória rubro-negra por 3 a 0.

7 a 0 e Cafezinho

Em 1997, o Flamengo bateu o Madureira por 7 a 0. Só que a goleada ficou mais famosa pela confusão entre Romário e o lateral Cafezinho. O jogador do Madureira, que anos mais tarde jogaria no Vasco com o Baixinho, ‘perdeu a cabeça’ e desandou a provocar e atiçar o camisa 11.

“Na minha casa, depois de eu ter feito alguns gols o cara vem querer tirar onda comigo? Não dá. Aí tive que dar umas porradas nele, mas depois a gente se revolveu”.

Briga com torcedor do Fluminense

Durante sua passagem pelo Fluminense, além de ter feito o único gol de bicicleta em sua carreira, também ficou marcado a briga de Romário com um torcedor do Tricolor.

Aconteceu em 2003, em meio à má fase do time. Revoltados, alguns poucos torcedores jogaram galinhas no campo de treinamento, nas Laranjeiras. Após a atividade, Romário dirigiu-se a um deles e o agrediu. E sem arrependimentos.

“O cara vai lá onde eu trabalho jogar galinha em cima de mim? Porrada mesmo. Isso aí não me arrependo nem um pouco. E daria de novo”, afirmou.

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