Quando membros do Bayern de Munique se reuniram para a reunião geral anual do clube nessa sexta-feira (27), um tópico não estará em discussão: um claro compromisso do clube com os direitos humanos.
De acordo com documentos vistos pela emissora pública alemã ARD, o comitê executivo do Bayern rejeitou uma moção apresentada por um membro para adicionar uma linha ao Estatuto que exigiria que o clube se comprometesse com os princípios de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
A moção, apresentada por um membro do Bayern de Munique em 11 de outubro com base na responsabilidade social do clube e na função de modelo, propunha uma cláusula adicional na seção "Objetivo e responsabilidades" do Estatuto do clube, que diria: "O clube está empenhado em defender os direitos humanos de acordo com os Princípios Orientadores de Negócios e Direitos Humanos das Nações Unidas e está empenhado em proteger esses direitos".
A linha refere-se a uma estrutura da ONU de 2011 com o objetivo de aprimorar os padrões relativos a negócios e direitos humanos.
O comitê executivo do Bayern decidiu não levantar a moção na Assembleia Geral de Membros do clube devido a uma "falta de admissibilidade". O clube afirma que, como organização, "não se enquadra na categoria de Estado" nem na de "empresa comercial no sentido destes princípios orientadores".
Críticas dos direitos humanos
Ativistas de direitos humanos têm criticado frequentemente o clube por seus negócios com o Catar, que foi condenado por seu suposto uso de trabalho escravo em seus preparativos para a polêmica Copa do Mundo de 2022.
No entanto, neste inverno, o Bayern fará sua décima viagem de treinamento anual ao pequeno estado do Golfo Pérsico durante as férias de inverno da Bundesliga, e o clube fez parceria com o Aeroporto de Doha e a companhia aérea estatal Qatar Airways nos últimos anos.
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